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Abalos sísmicos: o que são?

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Abalos sísmicos são tremores terrestres mais conhecidos como terremotos. Como consequência desses fortes terremotos, podem ainda ocorrer grandes tsunamis, e o poder de destruição, se torna devastador.

O que causa os abalos sísmicos?

A terra é formada por camadas chamadas de placas tectônicas, essas placas sempre estão em movimento, e frequentemente ocorrem tremores no mundo todo, só que na maioria das vezes não percebemos.

Os abalos ocorrem por causa do choque entre as placas tectônicas, atividades vulcânicas, ou falhas geológicas. Por causa de seu constante movimento lento, ocorrem tensões na parte subterrânea da terra, e a energia acumulada fica lá por muito tempo. Quando ela é liberada de uma vez, ocorrem os grandes terremotos.

Regiões em maior situação de riscos

As regiões mais propensas a abalos sísmicos são aquelas que se encontram perto das placas tectônicas. No Brasil não é comum acontecer terremotos, pois, o país se encontra no centro de uma placa chamada sul-americana, bem longe das áreas de instabilidade que ocorrem quando duas placas entram em contato. Mas, no ano de 2018, um tremor foi sentido nos Estados de São Paulo e Brasília. Porque isso aconteceu? Na verdade, não teve um terremoto no Brasil, e sim no Chile, e seus efeitos foram refletidos no Brasil.

No Chile se encontra a placa de Nazca, com a maior atividade sísmica do mundo. Especialistas dizem que é provável que aconteça um grande terremoto a cada dez anos. No ano de 1960, o país foi atingido pelo maior abalo sísmico já registrado, com uma magnitude de 9,5 na escala Richter.

O lugar onde mais acontecem terremotos no mundo, é no Japão, pois, o país se encontra no limite da placa euro- asiática, e há uma constante divergência entre 4 placas tectônicas, a do pacífico, da euroasiática, a indo- australiana, e das Filipinas.

Em 2011, o Japão foi atingido pelo pior terremoto registrado em sua história, como consequência do abalo sísmico, um tsunami devastou o país e deixaram um pouco mais de 11.000 mortos, mais de 17.000 desaparecidos, em torno de 18.000 casas destruídas, e cerca de 130.000 prédios danificados.

Como os abalos são medidos?

Para se medir a magnitude dos abalos sísmicos, é usada a escala de Richter. O sistema é computado por logaritmos, que fornecem informações quanto ao tamanho e intensidade do terremoto. Geralmente, a escala de Richter não tem limites, mas geralmente, registram abalos somente até 10,0. A medição ocorre da seguinte forma:

Menos de 2 –micro, não é sentido

De 2,0 a 2,9 –muito pequeno, não é sentido, mas é detectado

De 3,0 a 3,9 –pequeno, é sentido, mas não causa danos

De 4,0 a 4,9 –ligeiro, causa pequenos danos

De 5,0 a 5,9 –moderado, pode causar fortes danos a prédios mal construídos

De 6,0 a 6,9 –forte, pode ser destruidor em um raio de 180 km do epicentro

De 7,0 a 7,9 –grande, pode causar danos a regiões mais afastadas

De 8,0 a 8,9 –importante, causando danos a centenas de quilômetros

De 9,0 a 9,9 –excepcional, causa danos a milhares de quilômetros

De 10,0 – extremo, nunca registrado

Os abalos sísmicos estão acontecendo em áreas mais populosas, e por isso, tem se registrado mais mortes do que antigamente, mas, não significa que tenham aumentado, mas, sim que áreas onde eram isoladas e que ocorriam mais terremotos, agora estão habitadas.

Mas, algumas teorias científicas afirmam que a degradação do meio ambiente, e intensas atividades de extração de produtos minerais nas profundezas terrestres, tem aumentado o número de abalos sísmicos.


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