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Ariano Suassuna: vida e obra

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Ariano Suassuna é, sem dúvidas, um dos mais importantes nomes da literatura brasileira. Focado no desenvolvimento de uma cultura popular mais valorizada, foi o responsável por obras grandiosas, como o Auto da Compadecida e O Casamento Suspeitoso.

Foi, além de escritor, professor e membro da Academia Brasileira de Letras, tendo ocupado a cadeira de número 32, desde 1989. Academicamente, sua obra marca não apenas o talento de Ariano Suassuna como escritor, mas um projeto de encontrar a arte na vida popular e, na arte, as representações da vida popular.

Conheça mais sobre a biografia, a obra e a trajetória desde grande imortal da literatura brasileira:

A vida de Ariano Suassuna

Nascido em 16 de junho de 1927, Ariano Vilar Suassuna, é filho de João Suassuna, presidente do estado da Paraíba, em sua capital, João Pessoa.

Ainda quando Ariano era criança, seu pai foi assassinado durante a Revolução de 30, fazendo com que a família se mudasse por diferentes cidades do estado, até que, já adolescente, mudou-se para Recife para cursar a faculdade de Direito na Universidade Federal de Pernambuco, até 1950.

Já durante sua formação acadêmica, Ariano Suassuna escreve suas primeiras obras publicadas. A peça “Uma mulher vestida de Sol” rendeu seu primeiro prêmio, e dá coragem para fundar o “Teatro do Estudante de Pernambuco”, junto a Hermildo Barbosa Filho.

Estes eventos deram origem a uma vida de publicações que competiam com a atividade da advocacia. Entre casos e obras, casou-se com Zélia de Andrade Lima Suassuna, em 1957, com quem teria seis filhos.

Ariano viveu até 23 de julho de 2014, quando faleceu vítima de uma parada cardíaca aos 87 anos, deixando uma vasta obra literária e de vida.

As obras de Ariano Suassuna

A produção literária de Ariano Suassuna foi imensa, pois foi prolífico na produção de diferentes tipos de textos, de peças e ensaios a poemas e romances. A inclusão de elementos nordestinos em seus escritos auxiliou a moldar a literatura nacional da região na segunda metade do século XX.

Entre suas principais obras, diretamente ligadas aos elementos locais, destacam-se:

  • Uma Mulher Vestida de Sol (1947)
  • Cantam as Harpas de Sião ou O Desertor de Princesa (1948)
  • Os Homens de Barro (1949)
  • Auto de João da Cruz (1950)
  • Torturas de um Coração (1951)
  • O Castigo da Soberba (1953)
  • O Rico Avarento (1954)
  • Auto da Compadecida (1955)
  • O Casamento Suspeitoso (1957)
  • O Santo e a Porca (1957)
  • O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna (1958)
  • A Pena e a Lei (1959)
  • Farsa da Boa Preguiça (1960)
  • A Caseira e a Catarina (1961)
  • O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971)

Conquistas acadêmicas

Não foram apenas as obras literárias que marcam a vida do autor. Após formado, tornou-se professor na Universidade Federal de Pernambuco, mantendo atuação ativa no mundo artístico. Em 1956, foi um dos fundadores do Teatro Popular do Nordeste.

Em sua carreira, destacou-se pela defesa do Movimento Armorial, que consiste em buscar inspirações de caráter local para o desenvolvimento de uma literatura global. Por isso, sua obra é rica em expressões, folclores e crenças que refletem o povo de sua região, entendendo que são estes os aspectos que enriquecem a obra.

Ariano Suassuna manteve-se na docência até o ano de sua aposentadoria, em 1994.


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