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Bomba de Hidrogênio: como funciona?

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Também muito conhecida como “bomba H” ou “bomba de fusão”, a bomba de hidrogênio é o explosivo bélico com o maior poder de destruição já inventado pelo homem. A sua força chega a ser 50 vezes maior do que a de uma bomba atômica como aquelas que foram lançadas sobre o Japão, e a reação química é a mesma que ocorre no interior de estrelas como o sol.

Como funciona a fusão nuclear?

Ao contrário do que aconteça na fissão nuclear, quando os átomos de uranio se quebram liberando uma quantidade muito grande de energia, na fusão nuclear os átomos de hidrogênio (deutério e trítio) se unem para liberar energia. A diferença é que enquanto a fissão nuclear libera cerca de 10% da energia contida no núcleo dos átomos, a fusão pode liberar cerca de 40% dessa energia.

Mas para que o processo todo seja de fato possível é necessário atingir temperaturas muito altas afim de forçar o início da fusão. Por isso é utilizada a fissão nuclear durante o processo como gatilho para que mais a frente seja desencadeada a fusão nuclear aumentando o poder de destruição da bomba.

A fusão termonuclear que ocorre na bomba de hidrogênio pode ser representada da seguinte maneira: 2,1H + 3,1H = 4,2He + 1,0n.

Surgimento da bomba de hidrogênio

A ideia de construir uma bomba termonuclear veio do famoso físico Edward Teller, ele tinha a fama no meio da ciência de Dr. Da Morte! Recebeu esse nome por conta das suas terríveis invenções que tinham um poder de destruição gigantesco.

Na época deixava de trabalhar no famoso Projeto Manhattan (responsável pelas bombas de Hiroshima e Nagasaki) para que ele pudesse de fato investir em um projeto que ele tinha o conhecimento de que seria muito maior do que o que ele lançou no Japão, ou seja, um projeto com um poder destrutivo muito maior.

Testes e detonações

Em 1º de novembro de 1952 foi feita a primeira e única detonação de uma bomba de hidrogênio da história no atol de Eniwetok (Ilhas Marshall). Nesse experimento a bomba H teve um poder de explosão de 10 milhões de toneladas de TNT, algo como 700 vezes o poder da bomba de Hiroshima.

Ou seja, o poder de destruição dessa bomba era de fato assustador e foi reconhecido por muitos cientistas da área como um projeto extremamente destrutivo, que fez com que muitos ficassem assustados com o poder de destruição dessa bomba.

Nas décadas seguintes surgiu a possibilidade de fazer com que a fusão acontece em temperaturas muito baixas o que de fato simplificaria e muito o processo de fusão nuclear, a chama fusão a frio, o surgimento dessa possibilidade causou um estardalhaço nos cientistas em todo o mundo. Entretanto, as experiências realizadas pelos químicos Martin Fleischmann e Stanley Pons, da Universidade de Utah, e reproduzidas por diversos cientistas em todo o mundo ainda não tiveram resultados satisfatórios.

Qual a situação atual?

Por hora o projeto segue apena em testes, o que faz com que o mundo fique um pouco menos assustado com a possibilidade de surgiu uma bomba H que possa explodir com uma facilidade ainda maior. O processo de fabricação de armas nuclear não só e assustador para muitas pessoas como também faz com que o meio ambiente fique extremamente contaminado impedindo de fato que haja vida naquela região aonde a bomba explodiu.

Muitos lugares ao redor do mundo ficaram altamente devastados por conta de explosões nucleares, e de fato, nunca conseguiram se recuperar dos danos que esse tipo de arma causou. Especialistas dizem que ainda pode levar anos para recuperar os danos que a explosão causou ao meio ambiente, e por conta disso, esses lugares estão completamente abandonados uma vez que não é possível viver lá.


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