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Calor latente e calor específico: principais características

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Um dos conceitos mais importantes para o estudo da física é, sem dúvida, o calor. Apesar de ser um termo que utilizamos corriqueiramente na nossa vida, é necessário, antes de mais nada, entendermos o que ele designa nos estudos científicos. Ao falarmos de calor, na física, falamos da energia térmica que transita entre corpos de diferentes temperaturas. Os corpos podem tanto receber quanto ceder energia térmica, ou seja, eles estão submetidos a perdas e ganhos de calor de acordo com a variação de temperatura existente entre eles.

Para além desse conceito inicial, podemos falar, nos estudos científicos, de alguns tipos de calor que atuam em relação aos corpos, como, por exemplo, o calor latente e o calor específico. Ambos estão relacionados às substâncias as quais utilizamos, mas eles possuem conceituações e aplicações bastante diferentes. Você sabe do que eles se tratam?

Calor específico

A definição mais comum para calor específico é aquela que diz ele designa a quantidade de energia necessária para elevar em um grau (1ºC) a temperatura de um grama de determinada substância.

A unidade de medida utilizada para o calor específico relaciona as calorias necessárias para o processo bem como a temperatura e a massa em questão, resultando em uma unidade representada por cal/gºC. O calor específico, de forma geral, é representado por um “c”, como podemos perceber na equação geral da Calorimetria: Q = mcΔT.

Quanto maior o calor específico de uma substância, mais energia ela precisa para sofrer variação de temperatura. Ou seja, quanto maior o calor específico, mais difícil é fazer sua temperatura se alterar. O calor específico, como sugerido pela própria nomenclatura, é variável para cada substância.

Há algumas com calor específico baixo, o que as torna mais fáceis de manusear em termos de temperatura; há outras, no entanto, que possuem calor específico mais alto, o que exige, então, uma maior demanda de energia para os processos de variação de temperatura. A água, por exemplo, possui calor específico de 1 cal/gºC.

Em contrapartida, alguns metais, como o outro e a prata, precisam de uma quantidade menor de calor para sofrerem mudança de temperatura, tendo como valores de seu calor específico 0,032 cal/gºC e 0,056 cal/gºC, respectivamente.

Calor latente

O calor latente, também chamado de calor de transformação, comumente representado por “L” na física, é uma grandeza física que diz respeito à quantidade de calor de que determinada substância necessita para que ocorra mudança de estado físico (do estado sólido para o líquido, por exemplo). Assim, essa medida representa quanto calor (ou, ainda, quanta energia térmica) faz-se necessário durante a transformação de estado físico.

Existe uma fórmula utilizada para calcular a quantidade de calor necessária para essa mudança. A fórmula é representada por: Q = mL, ou seja, numericamente, a quantia de calor utilizada para a mudança de estado é equivalente ao produto da massa envolvida no processo pelo calor latente da substância em questão.

É importante notar, também, que a equação não depende da temperatura. Isso ocorre porque, durante o processo de transformação de estado físico, a temperatura da substância se mantém constante, ou seja, sem sofrer alterações. Um bom exemplo para enxergarmos o fenômeno no qual o calor latente se insere é pensar no derretimento de um cubo de gelo.

Ao passo que ele começa a mudar de estado (isto é, passar do sólido para o líquido), a temperatura permanece a mesma, até que a transformação seja completamente finalizada. É importante ressaltar, também, que o calor latente pode apresentar tanto valores positivos, quanto valores negativos. Isso vai depender de a substância analisada estar ganhando ou cedendo calor. Interessante, não é mesmo?


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