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Comensalismo

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Para que se entenda sobre o comensalismo, é preciso antes sabe sobre relações ecológicas, em que tal nome se deve as interações entre os seres vivos que podem ser classificados em relações ecológicas interespecíficas, quando os indivíduos são de diferentes espécies, e intraespecíficas, quando os indivíduos são da mesma espécie.

Assim, o comensalismo é considerado um exemplo de relação ecológica interespecífica que não possui prejuízos a qualquer espécie envolvida, porém, somente uma delas se beneficia, sendo essa uma relação neutra para o outro indivíduo.

Dessa forma, o comensal é a espécie que dentro de tal relação se beneficia da associação sem prejudicar o outro, podendo ter a obtenção de nutrientes, abrigo e até mesmo o apoio da locomoção das espécies hospedeiras.

Qual a relação comensal entre as espécies?

O comensalismo é derivado do inglês “comensais”, o qual possui o significado de partilha de alimentos, em que originalmente tal termo é utilizado para a descrição da utilização de resíduos de alimentos por animais, como aqueles que comem de carcaça que seguem os animais de caça.

Assim, a relação comensal pode ser bem maior entre aqueles convidados comensais de forma menor, onde o organismo do hospedeiro se encontra inalterado no momento em que as espécies comensais se mostram em adaptação estrutural nos hábitos.

Esse é então um relacionamento do tipo baseado no abrigo, como ocorre com os peixes palhaço que podem viver sem ferimentos entre os seus tentáculos urticantes das anêmonas do mar, se encontrando protegidos dos seus predadores.

Além disso, a alimentação de diversas aves sobre os insetos teve o surgimento pelos mamíferos herbívoros, enquanto que os pássaros comiam dos organismos do solo, onde diversos piolhos, mordedores, pulgas e moscas são comensais por se alimentarem de forma inofensiva das pernas das aves e de flocos de mamíferos.

Já na ecologia, o comensalismo pode representar o relacionamento entre dois organismos, onde ocorre uma relação em que não existe reveses para ambos, sendo comparado com o mutualismo, onde ambos os organismos apresentam benefícios, e não com o parasitismo, quando apenas um recebe benefício e o outro prejuízo.

Principais exemplos de comensalismo na natureza

Como exemplos de comensalismo na natureza, podemos dizer que existem diversos, e iremos citar alguns abaixo. Confira!

  • As garças são exemplos de comensalismo, onde sobrevoam em áreas entre gados e outros animais. Como os animais pastam em campo, eles acabam ocasionando em movimentos que agitam diversos insetos e atraem com isso garças depois da alimentação dos bovinos.
  • Outro exemplo envolvendo as aves se encontra no fato dos exércitos de colônias de formigas que viajam no chão de florestas, onde agitam inúmeras espécies de insetos voadores e chamam a atenção para que os pássaros possam descer e realizarem a sua alimentação.

Assim, ocorre uma relação mútua em que existe benefícios para as duas espécies, pois enquanto as aves se alimentam, as formigas não são afetadas com os ataques dos predadores.

  • Já as orquídeas e os musgos são plantas que possuem relação comensal com as árvores, onde os vegetais podem crescer nos troncos ou nos galhos das árvores, recebendo a luz que necessitam, além dos nutrientes. Com isso, enquanto as plantas não crescem de uma forma pesada, a árvore pode deixar de ganhar danos.
  • Quanto ao oceano, pode-se ver em crustáceos sedentários, conhecidos como cracas, onde devido a sua fragilidade, necessitam da ligação com algum substrato no mar, como o caso das rochas, tartarugas, baleias, entre outros.

Dessa forma, as cracas podem obter o acesso as águas que são ricas em nutrientes, onde os pedaços de alimentos que as baleias deixam para trás, acabam sendo consumidos por elas.

  • No deserto também pode ver um exemplo de comensalismo, como os arbustos que podem garantir sombra para o creosoto, além dos buracos deixados para trás por ratos que são usados por lagartos franjas.
  • O comensalismo ainda pode ser visto entre a borboleta monarca e a vice-rei, em que as monarcas possuem os glicosídeos cardíacos, os quais são venenosos para os vertebrados que estão na caça das borboletas.

E o tipo vice-rei não apresentam os glicosídeos, porém, ainda assim apresentam a capacidade de imitarem os monarcas e disfarçarem o seu aspecto no sentido de enganarem os seus predadores.

  • Outro exemplo muito interessante se encontra nas formigas e as árvores Acácias, em que os insetos podem atuar de forma direta na intenção de evitar com que haja ataques de herbívoros, e assim, em troca podem receber abrigo.

Já as formigas, podem formar ninhos dentro dos espinhos da planta, onde o exército delas ainda representa uma arma para a redução da concorrência de outras espécies de vegetais que se encontram ao redor e também são concorrentes diretas das Acácias devido a água que está presente nos lençóis freáticos ou a luz solar.

Além disso, outro tipo de componente de recurso natural que se encontra presente que é visto pelas formigas como alimentos, são os lipídeos presentes nas plantas.

Porém, em certos locais, como no caso da Floresta Amazônica, as formigas acabam destruindo flores que se encontram nas árvores para reservarem um espaço maior, em que nesse caso tal relação não é considerada como comensalista.

Alguns mistérios do comensalismo

Sobre determinados mistérios do comensalismo, ainda não se tem conhecimento se existe relação entre a flora intestinal de seres humanos e de bactérias que ocorrem de forma comensal ou mutualista.

No entanto, alguns biólogos ainda defendem que qualquer tipo de interação estreita que ocorre entre os dois organismos, normalmente acontece de maneira improvável e neutra para qualquer uma dessas partes, o que de certa forma, a diferença entre as modalidades é bastante sutil e difícil de serem diagnosticadas.

Um exemplo são as epífitas, as quais são plantas nutricionais que acabam interceptando quantidades de substâncias de nutrientes para a planta hospedeira, onde um grande número de epífitas também pode ocasionar danos em galhos de árvores para poder quebrar ou sombrear a planta hospedeira e diminuir a taxa da fotossíntese.

Além disso, da mesma maneira, os ácaros forem éticos podem ainda tornar mais difícil para o hospedeiro, dificultando o voo, o que pode acabar afetando a capacidade da caça aérea ou então ocasionar em um gasto de energia extra.

Portanto, com todas as interações ecológicas, o comensalismo pode variar de intensidade e duração da relação dos organismos, podendo existir apenas quanto a assistência ao transporte, organismo para habitação ou dependência em um maior nível direto, o qual o organismo pode criar ou preparar o ambiente adequado para um segundo.

 


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