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Como usar K, W e Y no Novo Acordo Ortográfico?

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Entre as várias mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa, usar K, W e Y tornou-se uma possibilidade aceita pela língua. Até então, as letras não eram aceitas como parte do alfabeto, e só faziam parte de estrangeirismos.

O período de transição para as normas do Novo Acordo já passou, fazendo-o vigorar sozinho atualmente. Isso significa que suas recomendações, incluindo como usar K, W e Y, já fazem parte da língua portuguesa escrita no Brasil. O problema é que muitas pessoas não tiveram acesso a parte das regras, e principalmente o que muda com a transição de 23 para 26 letras no alfabeto.

Entenda como usar K, W e Y no Novo Acordo Ortográfico, quais os motivos para a mudança e quais os cuidados necessários:

Por que 26?

A transição para usar K, W e Y no alfabeto da língua portuguesa não é arbitrária. A verdade é que a linguagem evolui a despeito das normas que existem sobre ela, e prova disso era o uso cada vez mais intenso destas três letras que não faziam parte da norma culta.

Com o acesso informacional cada vez maior a outras culturas e línguas, a exclusão das três letras era um desacordo em relação à realidade. Por isso, sua  adoção é uma forma de colocar a linguagem normativa em um passo mais próximo à linguagem realmente utilizada pela maior parte das populações dos países de língua portuguesa.

Quando usar K, W e Y?

O Novo Acordo Ortográfico prevê três situações nas quais o uso destas letras torna-se regular. Na prática, o próprio documento declara estas três situações como “casos especiais”, e as enumera em trechos distintos:

Antropônimos Estrangeiros

Antropônimos são nomes próprios utilizados para pessoas. Um hábito muito comum no Brasil é a utilização de antropônimos estrangeiros ou derivados deles – como Wilson, Wagner, Yuri, Karoline, etc. Perceba que o usar K, W e Y em nomes próprios já era uma prática muito comum no Brasil, apenas não era linguisticamente regulado ou determinado.

Essa mudança resolve a questão, também, de lidar formalmente com nomes estrangeiros de autores. Trata-se de uma questão muito mais relevante em contexto português do que brasileiro, pois alguns nomes eram até mesmo traduzidos, por lá.

Topônimos estrangeiros

Se antropônimos denominam pessoas, topônimos são os nomes próprios utilizados para referenciar, é claro, locais. Localizações e seus derivados, como nacionalidade ou procedência passam a usar K, W e Y, quando o nome do local utiliza estas letras. Adota-se oficialmente, portanto, a nomenclatura Kuwait e a nacionalidade kuwaitiana como formalmente adequadas na língua portuguesa.

Siglas e símbolos

Outro exemplo de que a adequação de uso das três novas letras no alfabeto é uma questão de alcance em relação à língua corrente é a terceira situação que admite seu uso. Trata-se de símbolos e siglas utilizadas uniformemente em contexto internacional.

Isso significa que aceita-se formalmente o “km” para indicar quilômetros, o “K” para indicar potássio, o “W” para indicar oeste, e assim por diante. Vale notar que todos esses usos já eram feitos a despeito da existência ou não de uma norma.

Quando não usar K, W e Y?

É necessário compreender que a formalização do uso das três novas letras não significa que elas se tornam tão correntes quanto as outras 23. Na prática, seu uso formal segue restrito às três situações especificadas anteriormente.

Não há, diferentemente do que muitos pensam, possibilidade de substituição de letras em palavras, como karatê ou kilogramas. As palavras da língua portuguesa que já existiam de forma prévia – mesmo que originalmente trazidas de outras línguas que utilizavam uma das três letras – continuam a existir em sua forma aportuguesada. As únicas situações formais em que se admite usar K, W e Y são precisamente nas três indicadas no trecho anterior.


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