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Como usar o particípio de verbos abundantes?

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Como usar o particípio dos chamados verbos abundantes é uma das principais dúvidas que surgem em relação a particípios. Embora seu uso geralmente seja feito de forma adequada na linguagem falada, a percepção da questão pode gerar algumas confusões na hora de se definir regras para a linguagem escrita.

Em primeiro lugar, é necessário considerar que aprender como usar o particípio de verbos abundantes é uma questão de conformidade às regras mais adequadas. Na prática, tanto a forma irregular quanto a forma regular do particípio dos verbos são igualmente válidas, e sempre significam a mesma coisa.

Não se trata, portanto, de estar certo ou errado. Trata-se de utilizar a opção convencionada como mais apropriada para cada situação, de acordo com a interpretação de linguistas brasileiros. Confira:

O que são os verbos abundantes?

Verbos abundantes são aqueles que possuem mais de uma forma de utilização em certas circunstâncias, em especial no particípio. Essas variações são chamadas de formas equivalentes.

Sugere-se, de maneira geral, que as formas equivalentes sejam usadas com um certo conjunto básico de regras. Dá-se preferência para a forma regular do particípio na voz ativo, e para a irregular na voz passiva.

Além disso, a maior parte dos verbos abundantes encontra, na sua forma regular, a preferência da norma culta da língua portuguesa. Por outro lado, a grande maioria deles torna-se cada vez mais comum em sua forma irregular, o que indica uma tendência de adoção única da forma equivalente irregular com o passar dos anos.

Quando utilizar a forma regular?

A forma equivalente regular do particípio é aquela existente até mesmo nos verdos não abundantes. Ela é determinada graficamente por sua desinência “-ado” ao final do verbo em sua primeira conjugação, ou pela desinência “-ido” na segunda e na terceira conjugações. É o mais comum, pois praticamente todo verbo apresenta sua forma regular.

Segundo as recomendações gramaticais, são sugeridas duas formas básicas de identificação de como usar o particípio. A primeira delas diz respeito à voz na qual a oração é construída. Via de regra, determina-se que a voz ativa é preferencialmente destinada para a forma regular do particípio.

A segunda dica para se analisar como usar o particípio diz respeito ao verbo auxiliar utilizado. O particípio é sempre antecedido por um verbo auxiliar, que pode variar. Recomenda-se que, quando o verbo auxiliar em questão for o “ter” ou o “haver”, o particípio seja utilizado em sua foram regular.

Fala-se, portanto, que “O povo havia elegido o novo prefeito” e que “Todos os presentes tinham aceitado os termos estabelecidos”.

Quando usar o particípio irregular

Obviamente, o uso do particípio regular depende primordialmente do fato de o verbo em questão ser abundante ou não. Tendo isso acertado, pode-se passar às recomendações, regras e estrutura. O particípio irregular não obedece a um único tipo de desinência, diferentemente do regular.

Por isso, não há um padrão identificável além do fato de ser distinto do que normalmente se esperaria do particípio regular de um verbo. O conhecimento de sua versão irregular, no entanto, depende de sua inserção em nosso vocabulário.

As recomendações sobre como usar o particípio  também concernem os dois pontos anteriores: a voz empregada e os verbos auxiliares. Neste caso, inverte-se a situação:

Se for utilizada a voz passiva, utiliza-se o particípio irregular. Da mesma forma, se o verbo auxilia for originado de “ser” ou “estar”, pode-se assumir que o particípio irregular é a forma mais apropriada de utilização daquele verbo abundante.

Fala-se, utilizando os mesmos exemplos anteriores para fins de comparação, que “o novo prefeito foi eleito pelo povo” e que “Os termos estabelecidos eram aceitos por todos os presentes”.


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