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Ditados populares: origens e características

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Muito embora os ditados populares sejam muitos, podemos analisar alguns deles, afinal mais vale um pássaro na mão do que dois voando, não é mesmo? Mas qual a relevância desses elementos de comunicação tão corriqueiros e simples, os quais estão tão presentes no nosso dia a dia? Sua relevância está no fator social, ou seja, eles constituem parte importante da nossa cultura.

Mas vamos com calma, afinal o seguro morreu de velho. Primeiramente, o que são ditados populares? Como eles surgem e qual sua importância? Quais suas características marcantes? Finalmente, como uma prova como o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) poderia cobrá-los em uma questão?

O que são ditados populares e quais suas características textuais?

Os ditados populares são frases consagradas que trazem um sentido implícito e simbólico muitas vezes. Isso quer dizer que a maioria ─ senão todos ─ não podem ser interpretados ao pé da letra ─ pois como se sabe, as aparências enganam. Eles estão muito ligados ao senso comum e são transmitidos pela oralidade, afinal quem tem boca vai a Roma. No geral, eles se referem a situações universais e trazem uma forma de conselho ou aviso.

Olhando pela construção textual, os ditados populares são frases curtas, simples e diretas. Embora sejam textos consagrados, podem sofrer alterações na escrita e até no sentido com o passar do tempo. Geralmente os ditados tem construção poética, sendo que é isso que faz eles serem lembrados e repetidos. Alguns chegam até mesmo a ser rimados.

Como surgem?

A maioria dos ditados populares surgiu há bastante tempo atrás. Mas quem os inventa? Isso é quase impossível de precisar. A maioria surge em períodos e lugares específicos, por pessoas anônimas. É claro que certas frases e passagens de livro, filmes, peças, dentre outras obras literárias, também ficam imortalizadas e tornam-se espécies de ditados populares.

Quer um exemplo? Quem nunca ouviu “a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”? A frase do eterno Seu Madruga é tão batida e conhecida por nós, brasileiros, que já se tornou uma espécie de ditado popular.

Qual a sua importância?

Como os ditados populares são um elemento da comunicação, sua importância se dá pelos laços que se cria entre os falantes de uma língua ou região. Em outras palavras, quando um falante usa um ditado popular em sua fala e o seu interlocutor reconhece o seu sentido, cria-se uma ligação comunicacional e cultural entre eles ─ é aquela história, para bom entendedor, meia palavra basta.

Nesse sentido, sua importância se dá por fazerem parte do patrimônio cultural de um país ou até mesmo de uma região. Esses dizeres regionais definem e delimitam grupos sociais e culturais nos quais os indivíduos se inserem. Exemplo de provérbio regional é “mais perdido que cusco em tiroteio”. Talvez alguém da região norte ou nordeste não saiba do que se trata, mas alguém da região sul certamente conhece seu significado.

Eles já caíram no ENEM?

Quando o assunto é ENEM todo mundo diz que falar é fácil, fazer é difícil. Mas quando se trata de ditados populares, não há com o que se preocupar. Os ditados populares já foram temas de questões algumas vezes. Em quase todas, tratava-se de questões interpretativas, com o foco em ditados populares conhecidos por quase todos.

Em 2011, o ditado “quem é morto sempre aparece” ilustrou uma questão, na qual ele aparecia em um anúncio publicitário. Logo, o que o aluno deveria fazer é reconhecer a ligação da intertextualidade do anúncio com o ditado popular. Outro exemplo ocorreu na prova de 2014, na qual existe a definição de ditado popular, e um extrato de texto com vários deles.


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