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Divisão celular: como ocorre?

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A divisão celular é o nome dado ao processo no qual uma célula origina outra através de sua capacidade de divisão. Em todos os organismos vivos, a capacidade de divisão celular é o que permite a manutenção e o crescimento das estruturas orgânicas.

Pensando-se na espécie humana como um exemplo: atualmente, você possui dezenas de milhões de células em todo o seu corpo. Todas elas, no entanto, surgiram e um único “ovo” – o óvulo fecundado pelo espermatozoide – que começou a dividir-se, até que o corpo fosse estruturado da maneira como está hoje. Todos estes milhões de células, portanto, surgiram de uma única célula original, através do processo de divisão celular.

O mesmo acontece com todos os outros animais, e a maior parte dos seres vivos como um todo. Isso demonstra a importância de se compreender a divisão celular, e – não à toa – trata-se de um conteúdo recorrentemente cobrado nos processos de vestibular e ENEM.

Saiba mais sobre a divisão celular, sua importância e como ela ocorre:

Por que a divisão celular acontece?

A divisão celular ocorre a partir de ordens genéticas e indicações químicas que os organismos possuem, estimulando o início e o interrompimento do processo de divisão. Seu surgimento em um escala evolutiva, portanto, não é tão misterioso: organismos capazes de dividirem-se obviamente apresentavam mais chances de sobreviver ao longo da história do que aqueles que simplesmente continuavam estáticos.

Por isso, entre os tipos de células que dividem-se, há basicamente dois grupos: as somáticas e as células sexuais.

Células somáticas e células sexuais

As células somáticas e sexuais apresentam formas distintas de divisão celular. Isso ocorre em função da formação de cada um deste tipo de célula. As somáticas são aqueles presentes na maior parte das funções normais de um organismo. No corpo humano, por exemplo, células somáticas são aquelas presentes na maior parte dos órgãos, na pele, nos ossos, etc. São formadas por 23 pares de cromossomos, somando-se em 46 cromossomos, no total.

Em certa medida, pode-se considerar que sejam células “completas” em sua funcionalidade, Isso significa que elas não dependem de uma complementação de outra célula para que atinjam seu objetivo.

Já as células sexuais, por sua vez, são aquelas – ainda no exemplo do corpo humano – que apresentam 23 cromossomos. Isso significa que sua carga genética é dividida pela metade, em certa medida. Exemplos de células sexuais são os espermatozoides e os óvulos – os gametas.

Sua função é encontrar outra célula sexual complementar para “completar” a carga genética, de onde origina-se o processo de reprodução sexuada, e uma nova vida. A partir desta nova célula recombinada, novos processos de divisão celular ocorrerão, até que se desenvolva um feto, que segue tendo suas células multiplicadas até que torne-se um ser humano propriamente dito.

Mitose e meiose

A diferença entre as células somáticas e as sexuais pode ser explicada, também, pelo processo de divisão celular que leva a cada um. Existem basicamente duas formas de origem na divisão celular: uma delas é a mitose, e a outra é a meiose. Cada uma apresenta suas próprias características no processo de formação.

A mitose é o processo pelo qual uma célula original – biologicamente chamada de célula mãe – dá origem a duas novas células – chamadas de células filhas – idênticas. As células filhas nada mais são do que duplicatas idênticas da célula mãe, com o mesmo número de cromossomos e a mesma carga genética. É o que ocorre, por exemplo, com nossas células epiteliais, que não são diferentes das células anteriores – a menos que sofram mutação por algum defeito genético.

Diferentemente disso, a meiose é um processo distinto – é ela que dá origem aos gameta, por exemplo. Neste caso, a célula mãe gera quatro células distintas. Cada uma das quatro células recebe apenas “meia” carga genética da célula mãe, tendo metade dos cromossomos. Isso permite a recombinação genética com outra célula vinda de um processo de meiose.

Quando um espermatozoide fecunda um óvulo (no caso humano), por exemplo, as duas células vindas de meiose, com 23 cromossomos cada, combinam-se em uma nova célula de 46 cromossomos, quantidade normal de cromossomos das células humanas.


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