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Floresta Amazônica: importância, geografia e vida local

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Falar sobre a Floresta Amazônica é algo que nunca perde a importância. Visto que essa floresta corresponde a um importante bioma brasileiro, ao mesmo tempo que predomina por quase toda uma região geográfica, há fortes motivos para ela ser tema de questões em provas. Por esse motivo, devemos explorar esse tema e seus detalhes mais importantes.

Primeiramente, olhando pelo âmbito geográfico, vale destacar as principais características da Floresta Amazônica. Num segundo momento, pelo olhar biológico, há detalhes muito importantes que não poderíamos esquecer também. Por fim, analisar a importância da Floresta Amazônica irá nos guiar até as ameaças que ela sofre e os motivos pelos quais devemos enfrentar essas ameaças.

A geografia por trás da Floresta Amazônica

Por meio do estudo da geografia da região podemos destacar algumas informações importantes. Primeiramente, a Floresta Amazônica se estende por seis estados brasileiros: Amazonas, Acre, Amapá, Para, Rondônia e Roraima. Originalmente, a Floresta Amazônica ocupava cerca de 52% do território brasileiro. Além disso, existem pequenas porções florestais em outros países da América do Sul: como as Guianas, Venezuela, Equador, Bolívia e Peru.

O clima predominante é o Equatorial ─ clima muito comum na região entre os Trópicos e próximo a linha do Equador. Isso quer dizer que o clima é predominantemente quente (com média anual superior a 18°C) e úmido (acima de 1800mm/ano). O seu relevo é formado por bacias sedimentares e a região é banhada por inúmeros rios, dentre eles o Rio Amazonas.

A biologia por trás da Floresta Amazônica

Já numa abordagem biológica, existem outros detalhes que você precisa saber sobre a Floresta Amazônica. O primeiro deles é que a floresta se trata de um bioma ─ ou seja, de um conjunto de ecossistemas que apresentam características semelhantes. Dentre os biomas brasileiros, a Floresta Amazônica é o maior deles, e corresponde ao que se chama de Floresta Equatorial, ou Floresta Ombrófila Densa.

As características do bioma que já citamos contribuem para que a Floresta Amazônica seja um dos maiores exemplos em questão de biodiversidade. Essa biodiversidade se refere tanto à flora quanto à fauna. Como exemplos de espécies típicas da região tem-se a castanha do Pará, o mogno e a seringueira. Apesar disso, o solo da região amazônica é bastante pobre, e a sua fertilidade advém da matéria orgânica produzida pela floresta em si.

Qual a sua importância?

Apesar de ser chamada de o pulmão do mundo, a Floresta Amazônica não tem de fato essa função. Sim, a grande quantidade de formação vegetal ajuda nos processos de renovação do oxigênio, mas o verdadeiro pulmão do mundo está nos oceanos, através das algas marinhas, que são responsáveis por filtrar a maior parte do oxigênio.

Isso quer dizer que a Floresta Amazônica não é importante? Claro que não! Ela exerce um grande papel como regulador climático, seja no Brasil, seja numa escala global. Muito além disso, há a importância das reservas de água na região ─ tanto nos rios, como nos aquíferos ─, das espécies que a floresta comporta e da diversidade cultural das populações indígenas que vivem na região.

Quais as principais ameaças?

Infelizmente, as ameaças a esse patrimônio natural são muito grandes. Dentre as principais ameaças está o desmatamento e as queimadas. Essas duas ações do homem sobre a natureza tem motivos diversos, mas comumente são ligadas à expansão das cidades e à exploração excessiva e desregrada dos recursos naturais, como é o caso da indústria madeireira.

Outra mazela que traz perigo à Floresta Amazônica e que ameaça todas as suas funções é a pecuária e agricultura extensivas. Isso porque essas atividades exigem cada vez mais áreas disponíveis para abrigar a produção crescente brasileira. Como consequência, imensas áreas florestais são desmatadas para dar lugar a pastos e lavouras. Essa ação empobrece o solo, que rapidamente torna-se infértil, tornando impossível a manutenção de qualquer forma de vida nessas regiões.


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