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Hidrografia: como ela é estudada?

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A hidrografia já diz em seu nome que tipo de estudo é feito, hidro-: água, –grafia: estudo. É um ramo da geografia que estuda as águas presente no planeta, abrangendo todo tipo de reservatório, como rios, mares, oceanos, geleiras, águas subterrâneas ou na atmosfera. A grande parte desta reserva está localizada nos mares do mundo, no entanto a reserva salgada, chegando aos seus 97%. E já a água doce é principalmente encontrada em geleiras e águas subterrâneas, chegando aos 2%.

Hidrografia do Brasil

A ênfase dada na hidrografia é pelo motivo que o Brasil possui rios de grande extensão, largura e profundos. O Brasil possui atualmente 8% de toda água doce do mundo na superfície terrestre. O rio Amazonas desagua um quinto de toda a água doce que é despejada nos oceanos atualmente.

Bacias hidrográficas

São denominadas bacias hidrográficas áreas que devido à drenagem da chuva determinam um curso de água que levará até algum rio. O terreno auxilia na formação dessas bacias e também dos respectivos rios, formando todo o complexo de uma bacia hidrográfica. No Brasil, atualmente, existe a maior bacia do mundo, a do Amazonas, a qual tem metade do território brasileiro como sua extensão.

Rios

Os tipos de rios são definidos a partir de diferentes classificações, das quais destacam: os tipos de escoamento, de relevo e a composição das águas.

ESCOAMENTO DA ÁGUA

Rios intermitentes ou temporários: são aqueles que ocorrem em determinada época do ano, ou seja, secam nas épocas de estiagem. Essa forma de ocorrência é normal em determinados lugares, principalmente em locais de grande amplitude térmica anual. No entanto, existem ocorrências de rios intermitentes devido à ação humana. Também é importante destacar que os rios que congelam seus cursos de água em determinada época são considerados temporários.

Rios perenes: são aqueles que ocorrem o ano inteiro independente da estação do ano presente, sem interrupções do curso de água. Esses rios são principalmente alimentados por uma fonte contínua sem perdas do nível da água.

Rios efêmeros: são aqueles que se formam a partir de grandes chuvas, sendo pouco comum. Em alguns casos, levam muito tempo para se formarem e podem acarretar enchentes e alagamentos em locais de ocupação humana.

RELEVO

Rios de planalto: são rios que costumam apresentar relevo mais acentuado, possuindo assim um fluxo de água mais forte em regiões de grande declividade ou muitos acidentes geográficos ao longo do percurso.  Devido às diferenças altimétricas entre sua nascente e sua foz, esses rios são considerados eficazes para a geração de energia, mas não recomendado para o uso na navegação.

Rios de planície: são rios que apresentam cursos mais regulares, com fluxos menos intensos, haja vista o relevo menos acentuado. Devido à baixa altitude presente no curso dos rios e a possibilidade de instalação de hidrelétricas, é pouco recomendada a sua instalação, pois não teria um bom aproveitamento energético em relação ao custo para a construção desta mesma. Os rios de planície antigos apresentam canais com muitos meandros, os quais são curvas acentuadas e frequentes, como no caso do rio Amazonas.

COLORAÇÃO

Rios de águas claras: são os considerados “puros” e com maior potencial para o turismo e podem ser chamados também de rios azuis, pois existem poucos sedimentos e sólidos em suspensão.

Rios de águas brancas: são aqueles que apresentam grande quantidade de sedimentos, oriundos de rochas calcárias, além de apresentar minerais juntamente, como o magnésio, o que confere tom esbranquiçado na água.

Rios de águas pretas: são rios que apresentam sedimentos mais antigos e pigmentação oriunda das reações químicas e vegetação, sendo rios de caráter mais ácido e com presença de material orgânico em abundância, como por exemplo, o rio Negro, na região amazônica.

DRENAGEM

Rios efluentes: são frios que não sofrem com período de seca, pelo motivo de receberem agua pelo subsolo, e consequentemente este também pode ser considerado perene.

Rios influentes: são rios, sobretudo localizados nas regiões áridas e sofrem com a redução de fluxo pelo motivo de receberem água do subsolo e evaporação.


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