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Holografia: o que ela realmente estuda?

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Holografia é o termo utilizado para denominar toda e qualquer imagem registrada em duas dimensões que seja elaborada de forma a causar a impressão de ser, na verdade, feita em três dimensões. Além de uma apresentação visual, este termo também se refere ao processo de codificação de uma informação e posterior decodificação através de um laser de modo que a informação seja reconstruída sem que haja perda de qualidade.

O que é?

De maneira geral, toda imagem registrada de modo a armazenar dados em 3D pode ser considerada como um holograma (como os emblemas de segurança presentes nos cartões de crédito e nas capas de DVD). Já a holografia é o nome utilizado para denominar a técnica pela qual estas imagens são produzidas.

Porém, diferente da fotografia comum, um holograma deve conter em si, em cada parte, a informação completa da imagem inteira – mais ou menos como um mapa para que, ao ser projetada, cada parte da informação saiba o seu lugar exato. Só assim é possível manter o realismo da imagem.

Em que pode ser utilizada?

Sua maior utilização no momento é na área de comunicação e entretenimento visual, como o exemplo dos filmes 3D no cinema, de modo que as pesquisas contam com forte incentivo financeiro de empresas comerciais.

Já em artes visuais, como pinturas e esculturas, essa técnica tem um grande uso como forma de inovação nas expressões criativas. No Brasil, por exemplo, os pioneiros em sua aplicação são nomes como o Prof. José Lunazzi, da UNICAMP, Moysés Baumstein e Fernando Catta-Preta. Porém, como esta é uma técnica recente seu uso ainda é muito limitado e cada artista utiliza de maneira única, desenvolvendo aos poucos uma estética mais fundamentada.

Quando foi a primeira exposição no Brasil?

No Brasil, a primeira exposição utilizando técnicas de holografia foi organizada por Ivan Isola e aconteceu no pavilhão da bienal de São Paulo no ano de 1981. Na ocasião foram exibidos diversos hologramas produzidos em diversos países.

Diferença entre Holografia e Fotografia

Fotografia e holografia diferem muito desde os princípios básicos. A fotografia comum visa como resultado a produção de uma representação bidimensional que não leva em consideração a profundidade da cena, de modo que cada objeto na fotografia parece estar no mesmo plano (assim são feitas as fotos de perspectiva forçada, por exemplo). Já na holografia, a profundidade é levada em consideração produzindo uma cena que pode ser melhor interpretada.

Principais conceitos da holografia

Associatividade:
Todo holograma é criado ao associar duas ondas paralelas nas quais uma serve para iluminar e a outra para dobrar a luz da primeira.

Distributividade:
Uma vez que uma informação é registrada, ela é destruída no holograma, de maneira que toda a superfície contenha a informação. Assim, cada item na projeção holográfica ocupa seu lugar exato e a informação não apresenta deformações quando observada de diferentes ângulos.

 

O que acontece é que, ao se registrar uma imagem numa fotografia, parte da informação dela é destruída para que a parte realmente guardada tenha uma melhor qualidade. Graças a isso, fotos tem maior resolução, enquanto em uma holografia (por guardar bem mais informações) a resolução é sacrificada em troca de uma maior variedade de detalhes (mesmo que menos nítidos).

Desta forma fotografias são mais úteis como recordação de momentos do que hologramas (neste caso, pode-se incluir como fotografia os vídeos que não sejam em 3D), enquanto que hologramas são mais apropriados para estudos, e mais aplicados em noções de tomadas de decisão em que a grande quantidade de informações é mais importante que a beleza duradoura.

Assim sendo, o holograma tem sua maior utilidade prática em usos específicos como a arquitetura e estudos topográficos ou de logística. É por isso que costuma ser menos no dia a dia.


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