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Independência do Brasil: causas e características

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A independência do Brasil, oficialmente proclamada em sete de setembro de 1822 é um dos pontos mais marcantes de nossa história. O processo de independência e a própria existência do Brasil como uma nação plena confunde-se com a história da Europa e de Portugal.

Conheça as causas, fatores relevantes e principais eventos da independência do Brasil, que levou Dom Pedro I ao título de imperador do novo país:

Principais causas da independência do Brasil

Ao falar sobre o processo de independência, é sempre importante considerar a inexistência de um movimento uniforme e singular em prol da separação. Ao redor de todo o país, são inúmeros os movimentos registrados, com objetivos diferentes, que pressionavam as autoridades – especialmente desde a vinda da coroa portuguesa para o país.

De forma geral, pode-se apontar as atividades produtoras de riquezas rurais como grandes responsáveis pela insatisfação. Cada local, no entanto, apresentava suas próprias demandas e revoltas. Reflexo disso ocorria em diversas ocasiões.

Desde a satisfação com a administração das capitanias, até a redução do ouro e da lucratividade da cana-de-açúcar, o momento de instabilidade foi alimentado por dificuldades pulverizadas pelo território. Além disso, o regime monopolista da colônia sobre os portos era apontado como um grande causador dos problemas sociais.

Todos estes fatores auxiliaram como causas, que foram alimentadas pela percepção da importância do território, uma vez que a própria Família Real instalou-se no país, como uma forma de fugir do domínio napoleônico que havia atingido a Europa.

A chegada da família Real

Como mencionado, a vinda da Coroa para o Brasil foi pivotal no processo de independência. Fugindo da Europa napoleônica com o apoio inglês, Dom João conseguiu fazer a viagem com toda a corte para o Brasil, onde comprometeu-se financeiramente com a Inglaterra.

Este acordo tornou o status de exploração sobre o país ainda mais direto grave do que o imperialismo extrativista anterior: a Corte abrigou-se em terras brasileiras e utilizou o próprio povo como mercado consumidor para “pagar” o auxílio britânico.

A Corte chegou ao Brasil em 1808, e em alguns poucos anos, estabeleceu diversas leis que favoreciam muito os produtos ingleses, diminuindo a competitividade brasileira. Reunindo-se ao processo de derrota napoleônica (que culminou na elevação do Brasil em parte do Reino Unido de Portugal e Algarves), este fatores foram fundamentais para o fortalecimento de uma ideia que levaria, em alguns anos, à independência do Brasil.

Seis anos após a elevação do status do território brasileiro, Dom João retornou a Portugal, deixando seu filho, Dom Pedro I, como regente da nação.

Dom Pedro e a independência

Aos 23 anos, o novo regente viu-se sob diversos processos de influência externos, que buscavam impor o poder da metrópole sobre o território brasileiro. Com o tempo, até mesmo a permanência do príncipe regente no país era questionada, uma vez que as cortes portuguesas solicitavam seu retorno.

Entre a pressão portuguesa e a pressão brasileira para que ficasse, Dom Pedro declarou o que ficou historicamente conhecido como o Dia do Fico, no qual anunciou que ficaria no Brasil e não retornaria à Europa.

A situação evolui para crises políticas entre metrópole e colônia, com ordens contraditórias entre os dois territórios, até o ponto em que Portugal declarou ilegítimo o governo do príncipe, caso não retornasse à Europa.

Sob tal situação, a icônica frase de “Independência ou Morte” foi declarada em sete de setembro de 1822 por Dom Pedro. Segundo registros, o anúncio foi feito quando seu poder havia sido oficialmente questionado.

Com sua proximidade real com a metrópole, iniciou-se o processo de negociação que levaria à independência, em 12 de outubro de 1822, e Dom Pedro I tornou-se o primeiro imperador do Brasil.

Independência pacífica?

Durante muitos anos, o processo de independência do Brasil foi considerado pacífico, em função da possibilidade de negociação dos termos e da proximidade do novo imperador com a família Real da metrópole.

É necessário considerar, no entanto, que este processo resulta de uma série de revoluções sangrentas e absolutamente violentas que pulverizavam-se em todo o Brasil. Entre as mais icônicas, destaca-se a Revolução Pernambucana de 1817.

A independência, segundo algumas correntes, foi uma forma de manutenção do poder da família Real sob o comando do Brasil, assim como uma forma de garantir de forma “pacífica”, que o Brasil arcaria com boa parte da dívida de Portugal com o governo britânico. Por isso, é raro considerar-se, atualmente, que a independência do Brasil tenha ocorrido sem violência.


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