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Joana D’Arc

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Muitas mulheres contribuíram na história em n áreas diferentes como cinema, arte, química, biologia e até mesmo na guerra. Sobre essa última não podemos deixar de lembrar-se da icônica guerreira da França que mudou um cenário estagnado com suas estratégias de combate: conheça mais sobre Joana D’Arc e sua contribuição na história.

Entenda qual o cenário político e econômico que se encontrava Joana D’Arc, um pouco de sua bibliografia e qual foi o desfecho dessa personagem que virou símbolo na França e no mundo.

Guerra dos cem anos e a participação de Joana D’Arc

Antes de falar mais detalhadamente sobre a guerreira Joana D’Arc vamos entender qual o contexto histórico que estava inserida quando começou suas atividades militares.

Joana D’Arc foi peça crucial da chamada Guerra dos Cem anos, que durou de 1337 até 1453 (116 anos para ser mais exato). A disputa era protagonizada pelos reinos da França e Inglaterra por uma questão de sucessão do trono.

O rascunho do conflito deu-se por conta da morte do rei da França Carlos IV em 1328. O seu falecimento foi o estopim para a crise entre os dois reinos, pois Eduardo III da Inglaterra se sentia no direito de assumir a posição.

O argumento do inglês era baseado no fato de ser sobrinho do falecido Carlos IV por parte de mãe, porém a legitimidade do parentesco não era suficiente já que a Lei Sálica da Dinastia Merovíngia descartava a linhagem matriarcal como possível sucessora do trono.

Por conta disso quem acabou assumindo a dinastia da França foi o primo de Carlos IV: Filipe de Valois. Grosso modo, esse foi o motivo para se desenrolar a Guerra dos Cem anos.

Outras questões estavam envolvidas na disputa além do legado do trono. Eduardo III, além da posição, queria recuperar territórios perdidos durante reinados anteriores, já a França desejava a região de Flandres.

Flandres tinha um potencial econômico muito grande devido às atividades manufatureiras e mercantis que geravam um lucro invejável. A região, vendo a grande cobiça da dinastia francesa, resolveu apoiar a Inglaterra.

Esse acordo com Eduardo III foi peça chave para o que se desenvolveu a seguir: sucessivas vitórias da Inglaterra durante a Guerra dos Cem anos.

Dentre muitos acontecimentos, o na época atual rei da França, Carlos VII, foi deposto e dentro desse cenário avassalador em que a França se encontrava surgia a esperança do embate: Joana D’Arc.

Joana D’Arc: a heroína da França

Não se sabe exatamente o dia em que nasceu a icônica Joana D’Arc, pois os registros da Idade Média não são precisos como os de hoje. Mas os relatos apontam que essa data é marcada no dia 6 de Janeiro de 1412, em pleno século XV.

Filha de Isabelle Romée e Jacques D’Arc, agricultores e artesãos, nasceu na região da Lorena – França, mais precisamente no vilarejo de Domrémy. O mesmo foi rebatizado e hoje em dia recebe o nome de Domrémy-la-Pucelle, que significa Donzela, em homenagem a Joana D’Arc.

Em 1429, quando Joana tinha entre 16 e 17 anos, foi o ano em que começou a se envolver na Guerra dos Cem Anos, apoiando o povo francês ao lado de Carlos VII.

A aliança entre a guerreira e o Rei começou quando o herdeiro do trono ouviu boatos sobre uma guerreira que se vestia como homem e que estava à frente de muitas vitórias pela França. A partir dessas histórias um encontro entre os dois foi marcado.

A história diz que no dia em que Joana D’Arc chegou ao castelo do Rei o monarca havia pedido para outros guerreiros se vestirem com trajes reais para confundir a heroína. Mas os relatos contam que ela não cumprimentou nenhum dos falsos reis, se portando somente ao verdadeiro Carlos VII.

O Rei elaborou essa estratégia para tentar provar o boato que vagava pela região: que Joana D’Arc recebia mensagens de santos (mas sobre isso falaremos mais a frente).

Acreditando no potencial e poderes “sobrenaturais” da guerreira o Rei concedeu a ela o título de comandante do exercício que seria enviado a Reims para a coroação do rei. Os relatos afirmam que o exercício contava com mais de 4 mil homens.

A jornada foi um sucesso e de fato em julho de 1429 Carlos VII foi coroado e legitimado Rei, isso fez renascer esperanças no povo francês.

Joana D’Arc foi comandante de muitas vitórias pelo exercito da França e sua fama começou a se alastrar por todas as regiões, virando símbolo de força.

Durante a tentativa de reconquistar a cidade de Compiègne Joana foi captura por aliados ingleses. Após longos meses de julgamento a heroína foi condenada por heresia e a pena foi cruel: Joana D’Arc foi queimada viva em 30 de maio de 1431, no noroeste da França.

Joana D’Arc beatificada

Maior que sua fama de guerreira e dirigente de exércitos da França era a história que Joana D’Arc recebia mensagens de santos.

Os relatos afirmam que Joana contava que aos 13 anos de idade começou a receber mensagens divinas de São Miguel, Santa Margarida de Antioquia e Santa Catarina de Alexandria.

As mensagens eram claras, diziam que a menina deveria lutar na Guerra dos Cem anos pela França, pelo rei Carlos VII e ajudá-lo a ser, de fato, coroado.

Como nós já contamos acima, Joana D’Arc realmente atingiu seu objetivo e conduziu a coroação do Rei, mas, infelizmente, foi capturada pela Inquisição.

Não há quem nunca tenha escutado falar da mulher icônica que se vestia de homem e comandou muitas vitórias do exército francês. Em 1909 o Papa Bento XV considerou Joana D’Arc inocente e a absolveu.

Em 9 de Maio de 1920 o Papa Bento XV canonizou a guerreira e o dia 30 de Maio (dia de sua morte) ficou marcado em sua homenagem.

“Há pessoas que acreditam em pouco ou em nada e, ainda assim, dão suas vidas por esse pouco ou por esse nada. Tudo o que temos é a nossa vida e a vivemos como acreditamos que devamos vivê-la…” Joana D’Arc. Acesse Vou Passar.Club para saber mais


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