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Juscelino Kubitschek: vida e carreira

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O político e médico Juscelino Kubitschek é um ex-presidente do Brasil, governante da república anterior ao regime militar (com gestão ocorrida entre 1956 e 1960). O presidente ficou especialmente conhecido por sua idealização e realização no processo de construção de uma nova cidade e capital política para o país, chamada Brasília.

Juscelino Kubitschek, também chamado de JK, ficou conhecido por uma série de realizações de grande porte durante a construção da cidade, que foi inaugurada em seu último ano de presidência. Saiba mais sobre a trajetória e as realizações de JK no Brasil:

Nascimento e anos iniciais

Juscelino Kubitschek nasceu na cidade de Diamantina, interior de Minas Gerais, em 12 de setembro de 1902. Perdeu seu pai cedo, aos três anos de idade, sendo criado por sua mãe, professora, desde então. Sua mãe garantiu que ele estudasse formalmente, período onde interessou-se pela carreira médica.

Para sustentar seus estudos na capital mineira, passa em um concurso público para telegrafista em Belo Horizonte, de forma que poderia ingressar na faculdade. Em 1922, inicia os estudos na Universidade Federal de Belo Horizonte, concluindo-o em 1927.

A partir de então, sua carreira torna-se promissora, com especializações na Europa, consultório próprio e, em seguida, assumindo o posto de capitão-médico da polícia do estado. Enquanto médico, Juscelino Kubitschek destacou-se em sua atuação na revolução de 1932.

Início da vida política de Juscelino Kubitschek

Após a revolução, Juscelino Kubitschek ingressou para a política em cargos internos, elegendo-se rapidamente como deputado federal de Minas Gerais em 1934. Sua gestão foi curta, considerando a intervenção do Estado Novo no país em 1937. Sem o cargo, candidatou-se à prefeitura de Belo Horizonte, pleito que venceu para o mandato entre 1940 e 1945. Já neste período, JK demonstrou afeição por obras públicas, dando início a um processo de parceria com o arquiteto Oscar Niemeyer.

Nos anos seguintes, tornou-se deputado federal (em 1946) e governador do estado de Minas Gerais (em 1950). Como governador, realizou mais obras significativas – em especial na área de produção de energia – construindo usinas e criando a Cemig – Centrais Elétricas de Minas Gerais.

Foi eleito presidente da república em 1955, em um período de certa instabilidade política já instalada, no qual conviveu com forte oposição que chegou a colocar em dúvida sua posse no ano seguinte.

Presidência de Juscelino Kubitschek

Com a posse garantida por parte forte da cúpula militar, Juscelino Kubitschek assumiu a presidência estabelecendo seu famoso Plano de Metas. No plano, havia 31 objetivos principais para o Brasil, incluindo energia elétrica, indústria de base, educação, alimentação e logística.

Para o cumprimento destas metas, seguiu sua já conhecida característica de grandes obras públicas. Construiu hidrelétricas e enormes extensões de rodovias, além da pavimentação entre diversas outras estradas já existentes, com o objetivo de fomentar o transporte rodoviários no Brasil. Isso fazia parte do plano de instalação de indústria automotivas, que precisavam de incentivos para sua consolidação no mercado brasileiro.

Seu maior objetivo, no entanto, era a mudança da capital política do país para um local já previsto desde 1891 para a nova capital. Ela deveria ser construída no planalto central, e o nome Brasília era uma sugestão do republicano José Bonifácio. A construção de fato tomou espaço a partir dos planos desenvolvimentos por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.

A cidade foi, de fato, construída em cerca de mil dias de obras, sendo inaugurada pelo próprio Juscelino Kubitschek em 21 de abril de 1960, aproveitando-se do dia histórico como símbolo.

Continuidade da carreira e anos finais

Em 1961, Jânio Quadros assume o poder executivo, e recebe o cargo de JK já na cidade de Brasília. O ex-presidente, então, é eleito como senador pelo Estado de Goiás. O mandato, no entanto, não chega ao fim em função do golpe militar, que cassa seus direitos políticas pelo período de dez anos.

JK vive parte deste período exilado em Nova Iorque e em Paris. Retorna ao Brasil anos depois, sem retomar cargos na política. Dedica-se a empresas privadas e a escrever suas memórias, chegando a tornar-se membro da Academia Mineira de Letras.

Em 1976, Juscelino Kubitschek sofre um acidente de carro fatal enquanto viajava entre São Paulo e Rio de Janeiro, morrendo em 22 de agosto.


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