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O que é o complexo de Golgi?

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O complexo de Golgi é uma organela celular que centraliza o transporte de proteínas e lipídios nas células eucarióticas. Trata-se de uma organela razoavelmente complexa e dinâmica, com diversos compartimentos distintos, e morfologias bastante variadas, de acordo com o tipo de célula na qual se encontra.

A própria existência do complexo de Golgi é uma questão interessante para biólogos. Sua formação na citologia não é exatamente compreendida como um todo, e as diferentes configurações desta organela nem sem tornam claro como suas diferenças influenciam em seu funcionamento.

O complexo de Golgi é encontrado na grande maioria das células eucarióticas e possui funcionamento geralmente ligado aos retículos endoplasmáticos, mas com atuação distinta. O nome é uma homenagem a Camillo Golgi, biólogo italiano que desenvolveu importantes trabalhos a seu respeito. Saiba mais sobre o complexo de Golgi, sua descoberta e funções dentro das células:

A descoberta de Golgi

Como já mencionado anteriormente, o nome desta organela é dado em homenagem a m biólogo italiano, Camillo Golgi, que viveu entre 1843 e 1926. Golgi foi o primeiro pesquisador a identificar as características visíveis da organela, em 1898, durante uma convenção de medicina. Na época, ele nomeou a estrutura que havia percebido de “aparato reticular interno”.

Desde sua apresentação, diversos debates e discussões foram iniciadas a respeito da própria existência dessa estrutura. Apenas quinze anos depois, em 1913, convencionou-se a existência da organela, nomeando-a de aparato de Golgi ou complexo de Golgi.

Sua aceitação plena, no entanto, só foi consolidada de forma definitiva em 1954, quando pesquisadores que utilizavam microscópios mais avançados determinaram a existência da organela como um padrão das células eucarióticas.

Onde fica o complexo de Golgi?

Essa estrutura localiza-se no citoplasma das células eucarióticas, e forma-se com grupos de membranas segmentadas e achatadas, que organizam-se em compartimentos distintos. Em geral, posiciona-se muito próximo ao retículo endoplasmático e ao núcleos celular.

O que faz o complexo de Golgi?

O complexo de Golgi reúne moléculas simples e as combina em moléculas mais complexas. Então, pega estas moléculas maiores, as “empacota” nas chamadas vesículas. Com o empacotamento realizado, pode armazenar as vesículas, ou enviá-las para fora da célula.

Além disso, a organela é responsável pela construção de lisossomos, que são uma espécie de aparelho digestivo celular. Nas plantas, o aparato também é responsável pela criação de açúcares complexos, enviados através das vesículas secretoras, por onde são enviados para fora da célula.

As vesículas são criadas de forma semelhante à produção do retículo endoplasmático. Isso quer dizer que quando as moléculas são formadas, as membranas do complexo de Golgi “abraçam” este pacote, formam uma camada protetora ao seu redor, e soltam-se do complexo. Assim, as vesículas separam-se do complexo e passam a movimentar-se através do citoplasma.

A formação do complexo de Golgi resume-se, basicamente, a uma série de membranas que achatadas que organizam-se em grande quantidade. As membranas são semelhantes à existente nas células como um todo, e cercam uma área de fluidos. É nestes fluidos que estão armazenados os açúcares, proteínas e enzimas que serão transformados pelo complexo de Golgi. A partir desta transformação, ocorre o processo de empacotamento anteriormente citado.

Trabalho em conjunto com o retículo endoplasmático

O complexo de Golgi trabalha de forma muito próxima ao retículo endoplasmático. Quando uma proteína é feita no retículo endoplasmático, é desenvolvida uma estrutura chamada “vesícula de transição”. Esta vesícula é liberada no citoplasma até ser absorvida pelo complexo de Golgi.

Quando absorvida, é adicionada aos componentes armazenados, para ser empacotada e liberada novamente no citoplasma como uma vesícula secretora, através da qual sairá de dentro da célula. Desta forma, pode-se dizer que o retículo endoplasmático fornece a matéria prima de transformação para o complexo de Golgi.


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