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O que são glicídios?

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As moléculas chamadas de glicídios são aquelas constituídas essencialmente de carbono, hidrogênios e oxigênio. Tratam-se de moléculas orgânicas, podendo ser hidratos de carbono, carboidratos, samarídeos ou açúcares.

Não à toa, sua nomenclatura deriva do grego glicos, que significa “doce” na língua originária. Não é apenas no açúcar padrão, no entanto, que consistem os glicídios. A classe orgânica de moléculas pode ir desde compostos simples, até grandes cadeias complexas, como a celulose ou o amidos, formados através da fotossíntese, em vegetais.

No corpo humano, glicídios são importante fonte de energia. Além de fonte energética, ainda pode-se utilizar os glicídios encontrados de diversas outras maneiras.

Conheça os principais tipos – comestíveis ou não – destes componentes, suas funções e características:

Sacarose

A sacarose resulta da condensação de outros dois glicídios menos complexos. Trata-se da condensação de uma molécula de glicose com outra de frutose, o que resulta em um dissacarídeo. Sua fórmula é graficamente representada por C12H22O11.

A sacarose está presente em uma enorme quantidade de vegetais. Seus exemplos mais comuns são a cana de açúcar e a beterraba, pois é a partir deles que a sacarose é extraída para gerar o “açúcar comum”, que utilizamos na culinária.

Glicose

A glicose é uma molécula um pouco menor que a sacarose, e é representada pela fórmula C6H12O6. Em temperatura ambiente, apresenta estado sólido, é incolor e solúvel em água. Seu sabor é reconhecido por ser adocicado.

É a glicose, por exemplo, um dos elementos responsáveis pelo sabor doce do mel e de diversas frutas, como o figo e a uva, por exemplo. A glicose também circula pelo sangue humano em níveis variados, de acordo com o organismo e a alimentação.

Frutose

A frutose, como o próprio nome indica, está entre os glicídios encontrados em frutas, geralmente associado a parte de seu sabor doce. A frutose, assim como a glicose, apresenta fórmula molecular C6H12O6, estruturando-se de maneira diferença. Cristaliza-se em temperatura ambiente e é altamente solúvel em água.

Suas principais fontes na natureza são frutas doces, como pêssegos, e o mel, que carrega diversos outros tipos de glicídios.

Amido

O amido é um polissacarídeo que organiza-se em moléculas de tamanhos variados. Ele é geralmente representado na fórmula (C6H10O5)n. É altamente utilizado na alimentação humana. Quando consumido, converte-se em moléculas de glicose para absorção mais fácil no corpo humano.

Além disso, é fonte para a produção de vários outros compostos, incluindo cosméticos, álcool etílico e materiais diversos, como cola e goma. Na natureza, é presente na maior parte dos grãos e raízes, assim como vários vegetais. Destacam-se, entre eles, o arroz, o trigo, a batata, o milho e o feijão, por exemplo.

Celulose

A celulose é o único entre os glicídios desta lista que não fazem parte da dieta humana comum. Trata-se de um polissacarídeo de origem vegetal, reconhecido na fórmula C6H10O5, e pode apresentar duas formações distintas. Uma delas é presente em todas as plantas, e possui a funcionalidade de sustentar os vegetais de forma estrutural.

A outra é parte essencial para a formação da madeira, em vegetais maiores. A celulose é amplamente utilizada, além da maneira, na produção de papel, por exemplo. Isso a torna essencial na rotina humana.

Função dos glicídios no corpo

Os glicídios ingeridos e metabolizados pelo corpo (dos quais se exclui a celulose) são importante fonte energética para o organismo. São fontes primárias de energia como carboidratos, que precisam ser quebrados poucas vezes até serem consumidos pelo corpo.

A glicose, por exemplo, circula no sangue para a distribuição nutricional para as células, que a exigem para manter seu trabalho. É dos glicídios, também, que geralmente se obtém a maior parte das calorias durante o dia.


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