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Ondas gravitacionais e seu comportamento

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As ondas gravitacionais são fruto da colisão de corpos muito concentrados, como buracos negros e estrelas de nêutrons, que oscilam através do espaço-tempo.

O físico Albert Einstein, com as definições da teoria da relatividade e do efeito foto elétrico, trouxe uma revolução para física em 1905, demonstrando que universo é extremamente complicado esconde muitos segredos.

Uma das várias suposições do célebre físico foi comprovada no começo de fevereiro de 2016: as ondas gravitacionais foram finalmente detectadas. Esse fato nos trará futuramente inúmeros benefícios, como novas tecnologias e uma compreensão mais concreta de elementos cósmicos.

Para entendermos o que são as ondas gravitacional as, precisamos entender algumas ideias, como a relatividade do espaço e do tempo e o acontecimento de eventos.

Onda gravitacionais e a teoria da relatividade

Um evento pode ser qualquer coisa que aconteça e que possa ser visualizada, permitindo assim, ao observador fornecer três coordenadas espaciais e uma pintura. Pode se dizer, que a colisão entre dois veículos é um evento que aconteceu em algum lugar do espaço em um certo momento.

A teoria da relatividade demonstra que o espaço e o tempo não são absolutos, mas depende do repouso ou movimento de um observador. Por esse fato, são conceitos relativos. O tempo, portanto, não poderia ser mais tratado de maneira separada das demais dimensões.

Tempo e espaço precisam ser compreendidos como se estivessem ligados em uma única estrutura, isto é, como se fossem uma coisa única. Para isso, foi desenvolvido uma forma geométrica, em formato de malha quadriculada, para representar a conexão íntima entre o Tempo e o espaço. Essa estrutura ficou famosa como o espaço-tempo.

Aplicação teórica

A gravidade, para a teoria da relatividade, é compreendida como uma curvatura desenvolvida no espaço tempo a favor da presença de um corpo concentrado.

Agora, tente visualizar que os corpos comentados anteriormente colidem entre si. Em virtude dessa colisão, vibrações aparecem em nossa malha espaço tem, criando ondas gravitacional as, que comparada as demais radiações existentes, são completamente sutis e de difícil detecção. Isso ocorre porque a gravidade é a mais fraca das forças principais como: força magnética, forças nucleares, por ser elétrica e força gravitacional.

Precisamos entender que as ondas gravitacionais não estão se espalhando no espaço-tempo, mas que a própria “massa” do espaço tempo está variando em razão da interatividade entre os elementos.

Experimentos científicos

A visualização das ondas gravitacionais foi criada por meio de dois gigantes detectores que ficam um em Washington e outro em Louisiana, nos Estados Unidos. Os aparelhos de observação LIGO, Observatório de Ondas Gravitacionais, funcionam a partir de um certo conjunto de espelhos que mudam feixes de laser até se chocarem em um detector, que é totalmente sensível em virtude da grande distância preservada entre a fonte de luz e os detectores.

Sendo assim, qualquer mudança causada pela passagem das ondas gravitacionais será identificada por meio de desvios gerados no laser. Para evitar que as detecções sejam frutos de outras interrupções, como abalos sísmicos, os físicos responsáveis pelo projeto desenvolveram uma espécie de amortecedor com alta capacidade de absorção de impactos.

Como maneira de garantir a certeza das medidas realizadas, os observatórios estão afastados entre si em cerca de 3.000 km, tendo como guia a detecção das mesmas ondas.

Descobertas feitas

Observadas em setembro de 2015 e confirmadas como tipo gravitacional em fevereiro de 2016, as ondas foram frutos da colisão entre dois buracos, cada um com cerca de 30 vezes a massa do Sol. Estima-se que a colisão tenha ocorrido há cerca de 1.3 bilhão de anos luz de distância de nós.

Essa descoberta afirma a teoria de Einstein e permite nos dar mais um passo em direção a um maior conhecimento a respeito do universo, possibilitando assim a compreensão dos fenômenos que não são visualizados por meio da luz.


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