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Pós-graduação: para quê serve?

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No Brasil, o termo pós-graduação possui um significado verdadeiramente amplo. Para muitas pessoas, uma pós-graduação significa, em essência, um curso de especialização ou um MBA. Na prática, seu significado é muito distinto.

Chama-se pós-graduação toda aquela formação que ocorre para além do processo de graduação comum, que é o primeiro passo no ensino superior. Dentro de tantas opções, uma pós-graduação pode ir desde a especialização até o doutorado e seus complementos, o que garante uma longa jornada para os interessados em uma carreira acadêmica.

Entenda o que significa cada uma das várias partes da pós-graduação, os motivos para recorrer a elas, e quais os possíveis caminhos a serem seguidos:

Qual a finalidade de uma pós-graduação?

Em qualquer que seja o nível do processo posterior à graduação em uma mesma área da formação, a ideia é aprofundar o conhecimento. Isso significa conhecer mais a respeito de uma determinada área do conhecimento, de forma cada vez mais específica.

Desta forma, uma pós-graduação prepara profissionais e pesquisadores cada vez mais aprofundados dentro de sua própria área de pesquisa. Seu finalidade é tornar o conhecimento de um indivíduo cada vai mais profundo e especializado.

Pós-graduação lato sensu e stricto sensu: o que significa?

Há, na prática, duas formas de se definir o tipo de pós-graduação realizada. A mais ampla, como indicado pelo próprio nome, é a lato sensu. São os chamados cursos de especialização, que tendem a durar até dois anos e são geralmente focados no desenvolvimento de certas habilidades úteis para a carreira profissional.

Embora não seja uma regra, este tipo de curso de especialização não é tão voltado para a pesquisa científica, mas para o desenvolvimento de uma atividade prática. É ideal para quem busca um conhecimento mais aprofundado de algum tipo de atividade profissional nos setores não acadêmicos.

O stricto sensu, por sua vez, são aqueles considerados como parte da carreira acadêmica em aprofundamento. É o caso do mestrado e do doutorado. No Brasil, o mestrado costuma durar dois anos, e o doutorado costuma ser feito em quatro anos. É o caminho geralmente tomado por quem pretende desenvolver uma carreira acadêmica, de docência ou pesquisa, mesmo que fora de instituições de ensino (como pesquisadores de empresas privadas).

Qual a pós-graduação ideal para cada caso?

O senso comum diz que a escolha depende de uma pergunta básica: qual carreira quero seguir? Na prática, a pergunta é bastante válida. Muitas pessoas consideram que o ápice de uma certa carreira só é atingido com a obtenção de um doutorado. No entanto, um doutorado apresenta uma finalidade verdadeiramente clara para quem enxerga, na carreira acadêmica ou científica seu futuro.

Para um administrador de empresas, por exemplo, o doutorado só seria útil se o tema de seu estudo conversasse diretamente com o negócio que gerencia. Neste caso, uma especialização em gestão de empresas pode ser significativamente mais útil. Isso demonstra que não há uma escolha pior ou melhor, apenas a definição dos caminhos profissionais que alguém queira seguir.

Escolher uma coisa anula a outra?

Não, não há nenhuma regra que defina um caminho certo ou errado. Muitas pessoas tornam-se graduadas, começam a trabalhar em uma área e buscam uma especialização lato sensu para tornarem-se mais eficientes nesta atividade. Com o tempo, no entanto, podem desenvolver um gosto pela pesquisa e produção científica, e seguir nos degraus da pós-graduação através do mestrado e do doutorado sem problema nenhum.

Não há nada, também, que impeça um mestre ou doutor de realizar um curso de especialização amplo. Embora seja menos comum, em função da menor valia em relação ao currículo acadêmico do profissional que geralmente já está em busca do desenvolvimento da pós-graduação em sentido estrito.


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