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Primeira Lei de Kepler: como é estudada?

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Inicialmente, quando o homem se sedentarizou e como consequência usufruiu do uso da agricultura para a sua sobrevivência, necessitou de alguma referência para o plantio sair de forma adequada, e isso se começou com a observação, feita por ancestrais de milhares de anos, observou-se um movimento regular dos astros, obtendo assim uma noção de tempo e épocas do ano.

No inicio, a primeira grande descoberta foi que os planetas e a grande estrela Sol faziam translação em torno da Terra, contudo este modelo foi quebrado por Nicolau Copérnico, apresentando o modelo heliocêntrico, onde o Sol é a estrela que fica no centro e faz com que todos os planetas façam o processo de translação em torno dela, sendo assim o verdadeiro centro do Universo, contudo ainda tinha um equívoco, o fato de os planetas descreverem uma órbita circular.

Quando Johanes Kepler, no século XVII elaborou suas leis que regem, até os dias atuais, o movimento que os planetas fazem, utilizando de estudos feitos por Tycho Brahe, concluiu que as órbitas não eram circulares e sim eram elípticas, formando assim as três leis de Kepler. Neste estudo irá se abordar a primeira lei de Kepler, que é aceita pela sociedade científica hodiernamente.

Primeira Lei de Kepler

A primeira lei de Kepler rege todas as outras, ou seja, sem ela não existiria as outras duas leis, pois são totalmente baseadas nesta. A primeira lei de Kepler explica que os planetas descrevem órbitas elípticas em torno do Sol, que ocupa um dos focos da elipse formada pelo movimento de translação.

Também chamada de lei das órbitas, tem como um exemplo no nosso cotidiano o próprio planeta Terra, que faz o movimento em torno do Sol em 365 dias, contudo cada planeta fará de forma distinta em determinado tempo, onde este tempo se modifica de acordo com a interação gravitacional dos corpos.

Um ponto importante de se notar nesta lei, e que fará toda a diferença para o entendimento da diferença entre uma órbita circular e elíptica é o fato de o Sol estar situado em um dos focos, o que gera dois pontos entre a estrela solar e o planeta Terra em questão.

Sendo esses dois pontos o periélio, que é o ponto mais próximo entre a Terra e a estrela Sol, e também existe o ponto denominado como afélio, onde é definido como o ponto mais afastado entre a Terra e o Sol.

A primeira lei de Kepler é muito importante, pois com ela pode-se concluir, juntamente com as outras duas leis, que a velocidade que a Terra possui no afélio é menor devido o seu maior distanciamento, tendo assim uma menor interação gravitacional, e no ponto de periélio a velocidade do planeta Terra é a maior, pois a distância entre os dois astros é maior.

A explicação dada a este fenômeno é o fato de o centro de massa do Sol estar no centro do mesmo e por sua massa ser muito maior que a da Terra, terá mais facilidade de atrair, movimentando os outros astros, do que a si mesmo, no entanto, se houvesse outra estrela com massa muito maior que a do Sol, iria fazê-lo se movimentar de forma elíptica em torno.

Influência nas outras leis

Como dito anteriormente, sem a primeira lei de Kepler, as outras não iriam coexistir, o que torna interessante abordar apenas um pouco sobre cada uma a fim de conhecer os motivos de estarem interligadas.

Segunda Lei de Kepler

A segunda lei de Kepler explica que uma linha do planeta até o Sol varre a mesma área em períodos de tempos iguais, ou seja, se houver uma linha no periélio e outra no afélio as duas irão varrer a mesma área em tempos iguais. Então a linha do periélio, como está mais próxima irá ter uma velocidade maior e a linha situada no afélio, como é maior terá uma velocidade do planeta menor pelo motivo de estar mais afastada.


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