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Rachel de Queiroz: vida e obra

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Escritora, romancista, jornalista e tradutora. Rachel de Queiroz, foi uma importante dramaturga brasileira, nascida em Fortaleza em 17 de novembro de 1910 – 2003. Seus maiores destaques foram obras de ficção social nordestina, e foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras.

No ano de 1993, também foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Camões, ingressando no ano seguinte, na Academia Cearense de Letras. Na época a instituição estava completando seu centenário.

Saiba mais sobre a biografia e os principais feitos deste importante nome de nossa cultura, vanguardista no progresso literário em vários sentidos distintos:

Biografia

Filha de Daniel de Queiroz Lima e Clotilde Franklin de Queiroz, se mudaram para o Rio de Janeiro em 1915, após uma seca forte no Nordeste, e depois para Belém do Pará. Retornaram para Fortaleza, só depois de dois anos. Rachel concluiu o colégio em 1925, e já estreou sua carreira no jornal “O Ceará”, escrevendo principalmente poemas e crônicas em estilo mais moderno. Seu pseudônimo era Rita de Queluz. E foi nesse mesmo ano que lançou sua primeira obra, chamada de “História de um nome”.

Com dezenove anos, se tornou conhecida em todo o país com a publicação de “O Quinze” (1927), um romance que mostrava o quão dura é a luta do povo nordestino, contra a miséria e a seca do estado. Demonstrou por toda a sua vida, preocupação com questões sociais, e se mostrou muito hábil em análise psicológica dos personagens que criou.

Se interessou por política em 1928, quando passou a fazer parte do Bloco Operário Camponês, formando o primeiro grupo do Partido Comunista Brasileiro. Em 1933, se aproximou de Lívio Xavier, em São Paulo, e dissentiu a direção, e ficou morando na cidade até 1934. Depois disso, volta para o Nordeste, e se consagra escritora em 1939, quando volta para o Rio de Janeiro.

Marcos importantes

Em 1939 ganhou o Prêmio Felipe d’Oliveira pela obra “As Três Marias”. Foi presa em dois anos antes em 1937, acusada de seguir o comunismo, e teve vários de seus livros queimados. Em 1964, apoiou a ditadura no Brasil e passou a fazer parte do Conselho Federal de cultura, em seguida se tornou diretora da Arena, partido que sustentava o regime político da época.

Sua obra “Dora, Doralina” foi lançada em 1975, e em 1992 “Memorial de Maria Moura”. A história de uma cangaceira nordestina, que virou minissérie na Globo em 1994. Seu volume “Memórias” foi publicado em 1998.

Sua propriedade no estado de Ceará, Quixadá, foi transformada em reserva particular do patrimônio natural, em 1988, e faleceu em 2003, em 4 de novembro, por problemas cardíacos. A escritora morreu com quase 93 anos de idade, e por 30 anos de sua vida, publicou crônicas para uma revista semanal chamada de “O Cruzeiro”, que depois se transformou em “O Estado de S. Paulo.


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