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Santo Agostinho: vida e contribuições

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Santo Agostinho, também chamado de Agostinho de Hipona, foi o bispo da região de Hipona – parte do império romano no norte da África – na atual região da Argélia. É um dos mais conhecidos teólogos do início do cristianismo, tendo um importante papel no desenvolvimento da filosofia cristã ocidental.

Um de seus grandes papéis culturais foi reunir parte da filosofia grega a tradições religiosas judaico-cristãs. É um dos grandes pensadores do início do desenvolvimento do cristianismo, propondo-se a responder diversas questões filosóficas, tendo dedicado parte de sua filosofia ao método neo-platônicos.

Sua conversão para o cristianismo ocorreu apenas ao 31 anos, o que permite sua poderosa retórica de salvação através da religião, e torna seus livros importantes para o dogma religioso até os dias atuais, quase 17 séculos após sua vida. Entenda mais sobre Santo Agostinho, sua biografia e suas contribuições para o pensamento ocidental:

Anos iniciais

Agostinho nasceu no ano de 354 na província romana da África – atualmente, no território da Argélia. Sues pais eram de uma família de classe alta significativamente importante. Seu pai era parte de tradição pagã, enquanto sua mãe já era cristã no período.

Seus pais garantiram que ele fosse à escola receber ensinamentos formais a partir dos 11 anos de idade. Aprendeu sobre a literatura latina e diversas crenças e práticas pagãs, além de iniciar seu aprendizado em retórica. Foi a Cartago aos 17 anos, onde evoluiu ainda mais sua capacidade.

A despeito da religião da mãe, Santo Agostinho aproximou-se muito mais da religião maniqueísta durante o início de sua vida, que seguiria até sua conversão cristã, anos mais tarde.

Amadurecimento e cristianismo

Quando adulto, foi professor de gramática e retórica em diferentes lugares do império romano, até que decidiu mudar-se para Roma em 383 para criar sua própria escola. O estilo das escolas romanas, no entanto, o desapontaram significativamente, fazendo com que saísse da cidade.

Mudou-se para Milão, aceitando o convite de ser professor de retórica na Corte Imperial em 284. O cargo era absolutamente importante, com prestígio e destaque social. Foi em Milão que conheceu Ambrósio, que influenciou profundamente seu pensamento. Já desiludido com o maniqueísmo, começou a aproximar-se do cristianismo.

Foi no ano de 386 que converteu-se à fé cristã, sendo batizado pelo próprio Ambrósio no ano seguinte. Começando a dedicar-se cada vez mais ao conhecimento da fé cristã, tornou-se um padre ordenado de Hipona, na Algéria, em 391. Alguns de seus sermões e discursos daquele período foram guardados e publicados, sendo lidos até hoje.

Em 395, tornou-se bispo de Hipona, posição que manteve até o ano de 430. No período, passou a ser conhecido como Agostinho de Hipona, nome popular até hoje, e utilizado na assinatura de seus textos.

Ao longo de sua vida, tornou-se um fervoroso cristão, e buscou converter um grande número de pessoas para a religião, por acreditar verdadeiramente neste caminho como a única forma de salvação.

Principais trabalhos

Agostinho de Hipona era um grande escritor, sendo autor de centenas de livros. Suas obras também são amplas em conteúdo, influenciando muito o desenvolvimento da teologia cristã em diversos aspectos. Desde a doutrina e a exegese, até questões mais espirituais da religião foram tratadas longamente por Agostinho.

Suas obras cobriram diversos campos da religião e da filosofia, sendo sua maior obra uma coletânea de treze livros chamada “Confissões”. Seu legado foi essencial para o desenvolvimento uniforme do conhecimento cristão de forma geral.

Sua morte ocorreu no ano de 430, por um doença desconhecida. No ano de 1298, o Papa Bonifácio VIII o declarou como o “Doutor da Igreja”, sendo canonizado eternamente como o Santo Agostinho.


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