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Solo Orgânico e Inorgânico: o que significam?

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As diferenças entre solo orgânico e inorgânico costumam ser parte sutil – porém importante – em diversas provas e concursos sobre o assunto. Mais do que isso, a compreensão de solo orgânico e inorgânico permite que se entenda como o solo é formado, desde sua origem, até as adições posteriores que influenciam em sua fertilidade, e – sobretudo – nos biomas que surgem a partir dele, em combinação ao clima  e outros fatores naturais.

O solo nada mais é do que a composição de certos componentes líquidos e gases, que convertem-se naquilo que chamamos de terra, chão, areia e etc. Fato é que sua formação é distinta em cada lugar, e isso influencia fortemente no que pode ser proporcionado por aquele solo.

Entenda as diferenças entre solo orgânico e inorgânico, sua composição, usos e demais fatores importantes:

Composição do solo

Existem duas formas de se definir tipos de solo em relação à composição. A primeira, é seu tipo baseado na composição final, considerando toda a composição como um produto que gera solos arenosos, argilosos, humosos e etc. A outra forma de definição é a partir de sua análise química. Neste caso, divide-se o material entre solo orgânico e inorgânico.

Eles caracterizam-se da seguinte maneira:

Solo orgânico

O solo orgânico é aquele que, como o próprio nome sugere, forma-se a partir de matéria orgânica. De forma simplificada, isso quer dizer que um solo orgânico é composto por materiais que foram, anteriormente, organismos vivos – animais, vegetais, micro-organismo que entraram em processo de decomposição, convertendo-se em solo.

Isso garante, ao solo orgânico, uma riqueza nutricional significativo, o que o torna muito propício ao desenvolvimento de vegetação. Há, no solo orgânico, dois tipos de compostos, de definição formada a partir da presença ou não de oxigênio em seu processo de conversão.

Quando a matéria orgânica é depositada em condições aeróbicas, ela converte-se em húmus. Trata-se de um material orgânico altamente fértil, de coloração mais escura. Em geral, é fruto da decomposição de organismos um pouco maiores.

Já a turfa é o nome dado à matéria que surge a partir de um processo que não conta com oxigênio. É o caso da decomposição de fungos e bactérias, que gera a outra “metade” do solo orgânico.

Solo Inorgânico

Assim como o exemplo anterior, o nome é definidor pra principal característica de um solo inorgânico. Ele é formado por materiais de origem mineral, não orgânicos. Em geral, este tipo de matéria é depositado como solo a partir da erosão de grandes rochas que, ao longo da passagem do tempo, converteram-se em poeira e acumularam-se como solo através de chuva, mudanças climáticas e vento.

Estes minerais são chamados de coloides inorgânicos, no geologia. Podem ser formados por diversos tipos de elementos, desde quartzo, até a comum argila. Os solos totalmente inorgânicos costumam não ser apropriados para o desenvolvimento vegetal. Um de seus exemplos é o solo arenoso desértico.

No entanto, sua presença é importante para um solo equilibrado em ambientes férteis. Um solo puramente orgânico não necessariamente representa um solo mais fértil, uma vez que os componentes inorgânicos também são importantes para o equilíbrio da fertilidade.


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