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Tecido epitelial: características e funções

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Dentro do estudo da histologia animal e do corpo humano, encontramos o importante tema do tecido epitelial. Porém, o que muitos não sabem é que este tecido vai muito além da pele que vemos. Ele está presente em vários órgãos, apresentando funções diferenciadas e especializadas. Sem falar que a nossa pele é um órgão, ou seja, um conjunto de tecidos.

Sendo assim, primeiro vamos definir e conceituar tecido epitelial. Na sequência, é de suma importância frisarmos algumas de suas funções. Outro aspecto que merece destaque são as características desse tecido, o que pode muito bem ilustrar uma questão de prova. Por fim, vamos fazer a diferenciação entre os dois tipos de tecido epitelial.

O que é?

De maneira bem simples, podemos dizer que o tecido epitelial é um tecido formado pela união de células justapostas. Isso quer dizer que as células estão ligadas umas às outras, e apresentam muito pouco espaço intersticial, ou seja, espaço entre células.

Essa ligação justaposta das células é o que garante uma das funções do tecido, que é a de evitar a perda de líquidos, bem como proteger os órgãos por ele envoltos de agentes invasores.

Todos os tecidos do ser humano se originam de um dos três folhetos embrionários existentes: a Ectoderme, a Mesoderme e a Endoderme. Contudo, o tecido epitelial pode ter origem em qualquer um desses folhetos embrionários.

Função

As funções exercidas pelo tecido epitelial são muitas e vão variar de acordo com o órgão em que ele está presente. De maneira geral, dizemos que ele tem como principais funções realizar proteção, absorção, secreção de substâncias e percepção de sensações.

Alguns órgãos nos quais o tecido epitelial está presente são a pele, o intestino, o estômago e a bexiga urinária. Na pele, sua função é proteção contra agentes externos e revestimento. No intestino, vemos a função de absorção ─ por meio das micro vilosidades ─ e secreção. No estômago o que se sobrasai é a secreção, e na bexiga a impermeabilização.

Características

Dentre as várias características do tecido, uma das mais importantes já citamos: a justaposição das células. Além disso, também temos de destacar que as células se unem organizadamente, geralmente em camadas, o que dá origem a diferentes tipos de epitélios. São eles: epitélio simples ─ com apenas uma camada─, estratificado ─ com mais de uma camada ─, e pseudo-estratificado ─ o qual tem apenas uma camada, mas as células tem tamanhos diferentes.

Além disso, a nutrição dessas células e do tecido não é feita por meio de vasos sanguíneos como na maioria dos tecidos. Por isso ele é chamado avascular, e sua nutrição é realizada pelo processo de difusão a partir do tecido conjuntivo adjacente. Por fim, vale lembrar que sua renovação e regeneração são bem rápidas ─ basta lembrar das vezes que você ralou alguma parte do corpo.

Tipos

Por último, podemos dividir o tecido epitelial entre dois tipos: o de revestimento, e o glandular. O primeiro, como o próprio nome demonstra, tem como função primordial proteger e revestir, interna ou externamente, órgãos e cavidades corporais. Como já dissemos, é um tecido avascular, por isso conta com a lâmina basal, uma estrutura responsável pelas trocas de nutrientes entre o tecido epitelial e o conjuntivo adjacente.

Já o glandular é o tecido responsável pela formação das glândulas, células especializadas na produção e eliminação de secreções por todo o corpo. As glândulas, por sua vez, podem ser divididas entre exócrinas ou endócrinas.

As primeiras têm por característica a existência de um canal para liberação de secreções, enquanto as segundas lançam suas secreções na corrente sanguínea.


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