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Zeus: conheça seu papel na mitologia grega

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Zeus é o deus grego dos céus, e o governante entre os deuses do Olimpo. Ele tomou o poder de seus pai, o titã Cronos, e dividiu os domínios da Terra para decidir, com seus irmãos Poseidon e Hades, quem iria suceder seu pai no trono. Zeus adquiriu o domínio do céu e do trovão, e tornou-se o governante entre os deuses.

Sua arma é o raio, com o qual ele pode ameaçar e atacar aqueles que o desafiam. Ao longo da maior parte das histórias mitológicas, Zeus é casado com Hera, embora fosse conhecido por seus diversos casos e amantes.

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Como a deidade que controlava o céu e a terra, era considerado, pelos gregos, o deus responsável pelos fenômenos naturais do céu, incluindo sua relação com as chuvas – algo essencial para a sobrevivência local. Ao utilizar o raios e o escudo, ele era capaz de criar chuvas, tempestades e a escuridão, com raios e trovões. Por isso, era temido e homenageado, para que providenciasse condições de cultivo.

A criação das estações

Outro fato interessante em sua ascensão ao poder do Olimpo é o contraste em relação a seu pai. Cronos era considerado o titã responsável pelo tempo. Enquanto reinava, o mundo vivia em um tempo absoluto de eternidade. Foi apenas com a chegada de Zeus que o dia e a noite, assim como as estações, foram criados, permitindo a vida humana.

O deus do poder

Embora não fosse uma de suas atribuições diretas, Zeus era considerado o deus de qual o poder de governar era herdado, como legitimação divina. Era um protetor das pessoas e dos povos.

A exemplo de Zeus, por exemplo, que as cidades-estado organizavam-se politicamente na divisão de tarefas públicas. No Olimpo, ele garantia que cada divindade realizasse suas tarefas, fossem punidas por seus eros e tivessem suas disputas resolvida, atuando como um conselheiro e solucionador dos conflitos.

Além disso, tratava-se de um deus, ao mesmo tempo, bondoso e implacável. Recompensava a honestidade e a justiça, e punia ferozmente a mentira e a crueldade. Ele era a representação divina do que se esperava de uma figura paternal que guiasse seus “filhos” – caraterística muito forte nas expectativas gregas de um tutor.

Relações familiares

Zeus foi a última criança nascida dos titãs Cronus e Reia. Foi o quinto fruto da relação, de onde também surgiram Poseidon, Hades, Hera, Deméter e Héstia.

Zeus casou-se com sua irmã Hera, a deusa da fertilidade e do casamento, mas possuía inúmeros casos amorosos para além de seu próprio casamento. Por isso, teve diversos filhos e filhas, incluindo deuses e semideuses.

Responsabilidades no Olimpo

O deus do trovão possuía seu trono dourado no ponto mais alto do Monte Olimpo, onde era respeitado por deuses e mortais. Era sua responsabilidade determinar a legitimidade divina de deuses e governantes de sua época.

Além disso, Zeus era considerado o “senhor da justiça”, punindo enganadores e mentirosos, mas atuando de forma justa sobre aqueles que agiam de forma adequada. Além disso, era responsável pelos céus (o que, na época, é especialmente ligado à chuva e ao sol), e o povo grego acreditava que os céus refletiam seu humor, com chuvas, raios e trovões quando ele estava raivoso, como forma de punir os mortais.

Simbologia

Geralmente, representa-se Zeus com o cetro, seu trono e seu raio, que foi um presente dado pelos ciclopes depois que Zeus os libertou do sofrimento. Sua árvore é o carvalho, e seu animal sagrado é a águia.

Dentro da simbologia, é comum, ainda, associar-se a antiga imagem pensada para o deus do trovão com a imagem cristã de seu Deus único: um homem de cabelos brancos – não raro, compridos e encaracolados – e aparência paternal. Mais uma evidência da influência grega sobre o pensamento de todo ocidente.


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