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Gonçalves Dias: Biografia e Obra

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Gonçalves Dias é considerado um dos grandes poetas da literatura brasileira do século XIX, sendo reconhecido como um grande romancista e indianista. Patrono da 15ª cadeira da Academia Brasileira de Letras (ABL), ficou conhecido pelas poesias que retratavam o Brasil, o índio e o amor, auxiliando a construir uma imagem do Brasil.

Saiba mais sobre a vida e a obra deste poeta eternizado na literatura brasileira:

Vida

Antônio Gonçalves Dias nasceu em 10 de agosto de 1823, na cidade de Caxias, no atual Maranhão. Filho de um português com uma mestiça, começou a estudar em 1835, aprendendo latim, francês e filosofia. Em 1840, foi para Portugal, ingressando no curso de direito da Universidade de Coimbra (1840).

Gonçalves Dias retornou ao Brasil em 1845, começando a trabalhar como professor e jornalista, escrevendo diversos textos para jornais e começando suas primeiras publicações de crônicas, folhetins e críticas. Ao fim da década de 1840, fundou com amigos a Revista Guanabara, fruto do romantismo da época.

Na década seguinte, tornou-se oficial da Secretaria dos Negócios Estrangeiros, atuando em diversos países da Europa. Em 1964, aos 41 anos, em uma viagem da Europa ao Brasil, Gonçalves Dias faleceu em um naufrágio na costa brasileira.

 Estilo

A obra de Gonçalves Dias pertence à escola do romantismo, inspirado por escritores europeus nacionalistas. Suas obras exploram o sentimento nacionalista, tratando das paisagens, povos, características e costumes brasileiros. É reconhecido por teu auxiliado a desenvolve uma imagem e ideia de Brasil na literatura do século XIX, tornando-se um dos grandes escritores da época.

Além disso, também contribuiu com a corrente do indianismo, ao lado de escritores como José de Alencar e Castro Alves. Com sua poesia, retratava o sentimento nativista e o indianismo romântico, explorando temas como o índio herói, os costumes indígenas e a relação entre nativos e os europeus colonizadores.

Uma das marcas de suas obras é o saudosismo, relembrando momentos passados de sua própria vida e também do seu país. Entre o Brasil e a Europa, explorava os sentimentos de exílio e de saudades da terra natal.

Principais Obras

As principais obras de Gonçalves Dias são: Primeiros Cantos (1846), Leonor de Mendonça (1846), Segundos Cantos (1848), Meditação (1848) e Os Timbiras (1857). Sua poesia mais famosa, sem dúvidas, é Canção de Exílio, escrita em 1843. Nessa poesia é possível identificar suas principais características como escritor: o nacionalismo, o saudosismo, a exaltação da natureza e o patriotismo. Ele explora a solidão encontrada em suas viagens a Europa, além do seu amor ao seu país e as coisas de sua terra.

Outro poema de grande sucesso é I-Juca Pirama, dividido em 10 cantos que relatam a história do personagem I-Juca Pirama. Esse personagem é um índio tupi, herói e guerreiro, capturado por uma tribo adversário, os Timbiras. Ao longo da história, Gonçalves destaca a bravura, a honra e a valentia dos índios, guerreiros até o fim de suas vidas.

Em outros poemas, Dias explora o sentimento amoroso presente em toda a sua vida, como em Leito de Folhas Verdes, Se Se Morre de Amor e Seus Olhos.


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