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Redundância: o que é? Como evitar?

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A redundância está entre os chamados “vícios de linguagem” que existem na língua portuguesa. Vícios de linguagem consistem na utilização de termos, expressões ou hábitos que deveriam ser evitados, pois tornam a comunicação menos eficiente e não possuem finalidade útil para a linguagem.

No caso específico da redundância, o problema parece ser agravado pelo fato de que o vício está presente de forma massiva na rotina de muitas pessoas. Quando isso ocorre, torna-se fácil acostumar-se e incorporar este tipo de vício. Com o tempo, a naturalidade de repetir o erro faz com que ele nem mesmo seja percebido, e acabe sendo repassado para outras pessoas.

Frases com excesso de sinônimos, ou repetição de frases distintas com o mesmo sentido são vícios de linguagem que devem ser combatidos. Isso torna a mensagem mais cansativa e difícil de ser compreendida.

Entenda o que é a redundância, alguns exemplos típicos utilizados na língua brasileira e, até mesmo, quando a redundância pode ser utilizada como um recurso válido:

O que é redundância?

A redundância é um vício de linguagem que pode ocorrer tanto na língua falada, quanto na língua escrita. É mais comum, no entanto, que ocorra em maior frequência quando falada, pois há inúmeros jargões já comumente utilizados na linguagem.

Em geral, ela ocorre em função da falta de atenção na objetividade e qualidade do discurso. É o que acontece, por exemplo, quando uma pessoa está no térreo de um edifício, liga para outra que está no quarto andar, e diz “Desça aqui embaixo, por favor.”.

Ao solicitar que seu interlocutor descesse, não há nenhum motivo para indicar que a descida deve ser feita para baixo. Ir para baixo é o único caminho possível quando alguém desce – qualquer outra direção não é uma descida. Dizer “Desça aqui, por favor.” é precisamente a mesma coisa, mas não incorre na redundância de emitir uma informação já explícita.

Qual o problema da redundância?

A redundância é um dos vícios que empobrece o discurso. Ela confere volume ao falado ou escrito, mas não adiciona nenhum conteúdo a ele. O resultado é um texto repetitivo, de pouco conteúdo relevante.

Além disso, quando analisado sob um olhar mais crítico ou formal, a utilização de redundância é vista sob maus olhos, o que pode atrapalhar em uma situação de redação, concurso ou obtenção de emprego. Por isso, é importante evitar o uso da redundância no cotidiano.

Exemplos típicos de redundância

Como já mencionado, este vício de linguagem é tão incorporado em nossa rotina, que muitas vezes nem é percebido como tal. É apenas repetido sem reflexão, o que reforça seu uso por outras pessoas.

Veja alguns exemplos típicos de redundância que deve ser evitados:

Conclusão final: a palavra conclusão já indica a natureza de término de algo. A palavra “final”, neste caso, é absolutamente redundante.

Conviver junto: conviver já presume o fato de ser junto.

Elo de ligação: um elo serve para apenas uma coisa: ligar. Não é necessário indicar que ele é de ligação.

Subir para cima/descer para baixo: são as únicas direções possíveis para estes verbos. O verbo já explicita a direção.

Encarar de frente: é impossível encarar de costas. “De frente” é uma redundância.

Há anos atrás: “haver” é um indicador de tempo. Deixa claro que foi no passado, sem necessidade de utilizar o “atrás”.

Panorama geral: “panorama” já pressupõe generalidade.

Surpresa inesperada: uma surpresa esperada, não é uma surpresa.

A utilização proposital da redundância

Existem situações muito específicas nas quais alguns vícios de linguagem podem ser utilizados de maneira proposital. No caso da redundância, uma pessoa com pleno domínio da língua portuguesa pode utilizar sua natureza repetitiva para reforçar uma ideia de forma declarada em um discurso.

É especialmente utilizada em textos onde há certa liberdade poética. Sua utilização é extremamente complicada, pois o domínio necessário para que não parece um mau uso da linguagem é altíssimo.


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