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Recombinação Genética: entenda a sua importância

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Você já parou pra pensar que a evolução genética foi o que possibilitou todo o desenvolvimento das plantas, animais e seres vivos? As sucessivas combinações de códigos genéticos, a famosa recombinação genética, possibilitaram novas combinações e acelerou o processo de seleção natural.

Esse assunto não é muito simples de ser abordado, mas tentaremos esclarecê-lo de uma forma fácil e didática. Confira mais sobre a Recombinação Genética.

Recombinação genética

A recombinação genética é basicamente a troca de genes que ocorre entre duas moléculas de DNA, sendo este um polímero constituído por nucleotídeos. Os nucleotídeos são formados por açúcares, uma base nitrogenada e um grupo fosfato.

Recombinação Genética

O processo de recombinação genética, assim como o processo de mutação, ocorre a partir da “abertura” da estrutura de dupla hélice do DNA e, como já dito, a troca dos genes.

Há três processos importantes que possibilitam a troca dos genes: a transformação, conjugação e transdução. Esses itens serão abordados de maneira simples e de fácil entendimento nesse artigo.

Transformação

A transformação constitui uma possibilidade de recombinação genética, onde um DNA livre – chamado de DNA exógeno – é absorvido por uma célula receptora.

O DNA livre será, obviamente, diferente do DNA da célula que a englobou, passando a carregar dois códigos genéticos distintos. Estes poderão ser transferidos de forma a trocar as informações.

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A troca de informações ocorre através da permuta das bases nitrogenadas que compõem o DNA, se estas se combinarem com a faixa de DNA da célula receptora, passará a ser incorporada.

As bases nitrogenadas do código genético possuem determinadas combinações possíveis com outras bases (unindo duas “faixas” de bases nitrogenadas se forma a estrutura de dupla hélice), por isso o código do DNA livre precisa se “encaixar” na hospedeira.

A recombinação genética já foi induzida em muitas bactérias, sendo possível ocorrer em praticamente todas elas.

Essa experiência prova que o DNA é o material genético. Ele possibilita a transferência intergenérica e muitas outras coisas que foram revolucionárias para a engenharia genética.

Transdução

Na transdução, ao contrário da recombinação genética por transformação, o DNA exógeno não se apresenta na forma livre, mas ele é transportado para a célula através de vírus que parasitam as bactérias, os chamados bacteriófagos.

Os bacteriófagos coletam “pedaços” de código de DNA e injetam em outra bactéria, sendo este DNA transportado podendo ser aderido ao cromossomo.

Caso esse novo código genético inserido na bactéria não afete sua vida de maneira negativa, essa parte do DNA será incorporada ao código genético, levando essas informações para as “gerações futuras” dessa bactéria “infectada”.

Um fato interessante sobre esse processo é que a próprio vírus bacteriófago pode sofrer recombinação genética quando ocorre de dois genótipos distintos infectam a mesma célula.

Conjugação

Esse processo de recombinação genética é o único que tem o contato direto entre as células das bactérias envolvidas na troca de material genético.

Nessa operação, um pedaço do DNA de uma bactéria – denominado plasmídio F + – se recombina com o DNA da outra bactéria. Apenas uma delas será a doadora, não há troca mútua de código genético.

Essa forma de recombinação genética é o que proporciona o surgimento de linhagens de bactérias resistentes a vários tipos de antibióticos, por exemplo.

Recombinação genética na medicina

Você pode estar pensando no que a recombinação genética pode interferir na sua vida, afinal, fica difícil visualizar a importância desses micro-organismos no nosso dia a dia.

Primeiramente, essa combinação de genes possibilitou a evolução de todas as espécies, pois somente com as recombinações de códigos genéticos e os desenvolvimentos de novas características foi possível chegarmos ao que entendemos hoje por seres humanos.

Além disso, a recombinação genética tem usos interessantes na medicina, um deles é a produção de insulina através de bactérias transgênicas.

Estudos e testes com a bactéria E. coli possibilitaram a produção de insulina através da indução de um processo de transformação (processo onde o DNA exógeno é livre).

Nesse caso, a célula aderiu uma sequência de código genético humano que determinava a produção de insulina, a partir daí elas começaram a produzir esse hormônio naturalmente.

Crossing-Over

O crossing-over é um tipo de recombinação genética que ocorre durante a etapa de meiose da célula (divisão celular). Nessa fase ocorre a formação de espermatozoides e óvulos (gametas), proporcionando o número ideal de cromossomos a eles.

Na fertilização o gameta feminino se une ao masculino, de maneira que cada um apresenta apenas metade dos cromossomos para que o número total seja o ideal, havendo uma recombinação genética entre os cromossomos do gameta masculino e os cromossomos do gameta masculino.

Essa é apenas uma forma bem geral e didática de entender o que é e como funciona a recombinação genética, mas o que ocorre dentro das células é algum um pouco mais complexo e detalhado do que foi descrito.


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