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Fascismo: história, características e definição

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O fascismo é um regime político autoritário fundado na Itália por Benito Mussolini. Acompanhe a matéria e saiba qual a sua história e o que o caracteriza como um sistema político nacionalista, imperialista, anticomunista, autoritário e antidemocrático.

Significado da palavra fascismo

A palavra “fascismo”, do italiano fascio, significa “feixe”. Também conhecido como fascio littorio, o fascio era um machado revestido por varas de madeira utilizado na Roma Antiga e, geralmente, carregado pelos guarda-costas dos magistrados de detinham o poder.

O fascio era um símbolo de autoridade e união, pois se acreditava que por ser revestido com varas de madeira se tornava um objeto mais forte e difícil de ser quebrado, mas também era utilizado com instrumento de tortura.

O fascismo de Mussolini

O fascismo foi fundado em 23 de março de 1919, a princípio um movimento político, composto por unidades de combate (fasci di combattimento) por Benito Mussolini, que se apoderou do fascio como símbolo do que viria a ser um regime fascista anos depois.

Fascismo

A Itália, na época, enfrentava uma grave crise em decorrência de sua unificação tardia que foi concluída em 1870, bem como em virtude da Primeira Guerra Mundial, que trouxe enormes prejuízos ao país e piorou ainda mais a situação.

Mussolini prometia que seu movimento político tiraria a Itália daquela situação calamitosa e traria de volta os tempos gloriosos do antigo Império Romano. O regime fascista se instaurou oficialmente na Itália em 28 de outubro de 1922, quando a câmara outorgou plenos poderes ao duce e os fascistas passaram a ocupar postos chaves do estado.

Características do fascismo

O fascismo é considerado um sistema político imperialista, antiliberal, antidemocrático, totalitário e classificado como um regime de extrema-direita. Conheça, a seguir, as principais características que são marcantes nesse tipo de governo.

1. Valorização do nacionalismo

O fascismo enaltece de forma exagerada o sentimento de nacionalismo. Os governantes fascistas se utilizam de forma exacerbada de propagandas nacionalistas através de bandeiras, símbolos, lemas e música para manipular a população em nome do nacionalismo.

E, para que tenham cada vez mais a população sob o seu domínio, os governantes se utilizam da mídia, da religião e até mesmo da violência, tudo em nome do nacionalismo.

2. Totalitarismo e corporativismo

O fascismo é marcado por um governo autoritário que adota o controle absoluto dos direitos dos cidadãos, seja no âmbito político, econômico ou cultural, bem como instiga o corporativismo em todos os setores da sociedade tendo como objetivo criar um “Estado Orgânico”.

No governo de Mussolini, por exemplo, foram criados sindicatos de trabalhadores e patrões para cada profissão e que eram submetidos à supervisão do Partido Nacional Fascista, originalmente um grupo criado por ele mesmo chamado Fasci d’Azione Rivoluzionaria.

Com isso, o governo fascista tinha a garantia de que todas as classes trabalhadoras e de todas as áreas, estavam em acordo e em harmonia com os ideais do governo.

Fascismo

3. Preocupação exagerada com a segurança nacional

Os governantes fascistas são obcecados com a segurança nacional e sentem uma necessidade constante de preparar a população para um conflito armado. Para alcançar esses objetivos, o governo lança mão de discursos de terror que causam um sentimento de insegurança e desespero na população.

Assim, com esses sentimentos confusos, alienados e insanos, a população se une para lutar pela mesma causa (fictícia) sendo que o medo implantado pelos governantes fascistas se torna um instrumento de motivação para a luta. Também vale lembrar que o governo fascista busca incessantemente a expansão de seu território.

4. Enaltecimento ao militarismo

Marcado por um governo que se utiliza da força e da violência para atingir seus objetivos, no regime fascista a polícia é enormemente militarizada e, soldados e militares são vangloriados pelas multidões.

O governo fascista ainda disponibiliza uma ampla autonomia à polícia para lidar (como bem lhe aprouver) com problemas internos e banais (como problemas domésticos) que, necessariamente, não exigiriam a sua intervenção.

Além disso, o governo fascista gasta quantidades exageradas de recursos com o financiamento de armas e guerras, menosprezando, inclusive, outras áreas como a educação ou a saúde.

5. Desrespeito aos direitos humanos

No regime fascista, os direitos humanos, que teve como um dos principais líderes Nelson Mandela, não são vistos como prioridade em meio a um governo marcado pela violência e pelo autoritarismo, não existindo nenhuma preocupação com a integridade física das pessoas, da valorização de sua liberdade e mesmo com a sua vida.

E tudo isso é transmitido para a população que acaba por aceitar como natural o desrespeito aos direitos humanos e passa a ser conivente com prisões arbitrárias, torturas, execuções e outras formas imperialismo.

6. Hostilização de artistas e intelectuais

Uma vez que os governantes fascistas contam com o apoio da população para que os objetivos e ideais da nação sejam alcançados, qualquer manifestação contrária é repudiada de forma violenta.

Não somente artistas e intelectuais, mas qualquer pessoa que tenha a capacidade de questionar as decisões, bem como as imposições do regime fascista e influencia a sociedade a fazer o mesmo, são perseguidos e qualquer manifestação é repelida de forma violenta.

7. Utilização da religião como forma de manipulação

Tanto na Itália, como na Alemanha, o regime fascista disputava a devoção da população com a igreja. Mas, com o passar dos anos, o governo resolveu utilizar a religião a seu favor. Assim, conseguiria manter os ideais da população ordenados e arrebataria mais seguidores.

Dessa maneira, com forçados preceitos religiosos e ideologias políticas, os governantes fascistas conseguiam manipular completamente a população. Para se ter uma ideia da astúcia dos fascistas, Mussolini, que era ateu, já havia até planejado confiscar os bens da igreja. Mas, resolveu incluir a religião em seus discursos para atrair mais seguidores.

8. Controlar os meios de comunicação através da censura

O regime fascista é marcado por censura e controle sistemático da comunicação e, principalmente, da liberdade de expressão, do pensamento, da fala, da repressão de reuniões e liberdade de associações.

Com isso o governo consegue controlar qualquer conteúdo que possa provocar suspeitas, oposições ou dúvidas sobre o regime fascista e que abale a sua imagem pública. E, se caso vier a ocorrer, o cancelamento do conteúdo é feito de imediato.

Diferença entre fascismo e nazismo

Muitas pessoas confundem fascismo e nazismo por serem regimes autoritários, nacionalistas e por terem se desenvolvido na Europa no século XX. O nazismo foi um movimento de inspiração fascista que ocorreu na Alemanha, liderado por Adolf Hitler e que se baseava, principalmente, no antissemitismo. Entretanto, a semelhança entre os dois regimes é que ambos obtiveram grande popularidade entre a classe operária.


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